‘Wall Street’ da Baía de Luanda com 60% dos lotes já comercializados

(Foto: D.R.)
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O Distrito Financeiro da Cidade de Luanda, ou a chamada ‘Wall Street’, que está a ser erguido junto ao Porto, tem comercializados 60% dos lotes, sendo que, destes, 25% estão em fase de negociação, segundo os promotores do projecto de requalificação e reordenamento urbano de zona da Marginal.

O ‘Wall Street District’ é uma nova área da cidade, pensada para receber edifícios de escritórios e habitação, hotéis e áreas comerciais e tem as infraestruturas totalmente terminadas, já se tendo iniciado a construção do primeiro edifício, numa parcela que compreende 20 lotes de terreno.

Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, na capital pela gestora da baía, a Sociedade Baía de Luanda, os seus responsáveis deram a conhecer aos jornalistas o estado actual do projecto, o andamento actual dos trabalhos e os próximos passos. ‘Este distrito foi propositadamente colocado junto ao porto de Luanda, seguindo o plano de desenvolvimento urbano que foi definido pelo Governo da província de Luanda para o projecto Baia de Luanda. Portanto, não está posicionado numa zona que venha criar qualquer conflito com um edifício já existentes’, afirmou o presidente do conselho executivo da Sociedade Baia de Luada, Miguel Carneiro.

O responsável referiu igualmente que já é possível visitar a cidade financeira, a grande ‘jóia de coroa’ da Baía de Luanda, que se espera venha a mudar a paisagem naquela zona. ‘Hoje já é possível visitar o distrito financeiro que está junto à Praça 17 de Setembro, nas imediações do Ministério do Comércio’, disse, indicando que ‘tudo está infraestruturado e desenvolvido com um plano e áreas, localização dos edifícios que já foram pré-definidas pelo Governo Provincial de Luanda. Portanto não há nenhum tipo de conflito e não vai surgir nenhum outro edifício para além das parcelas’, anotou.

Quanto às modalidades comerciais, Miguel Carneiro disse que existem vários produtos comerciais e exemplificou o caso de um novo conceito de shopping a surgir na Baía: ‘temos vários produtos comerciais. Foi aqui falado um novo conceito comercial, um shopping ao longo da marginal. É um centro típico, onde os lojistas pagam uma joia de entrada em função do tamanho da loja que terão e depois disso pagam uma caução e depois disso pagam uma mensalidade’, salientou.

Os novos espaços comerciais, segundo apurámos, reúnem os melhores restaurantes, bares, gelatarias, e lojas de todo o tipo, com áreas para a actividade desportiva e muito mais.

São 93 espaços comerciais, num total de 7.000 m2 de área, distribuídos ao longo de toda a frente marítima da Baía de Luanda, integrados em 5 zonas distintas que, pelas características da sua envolvência, irão ter conceitos distintos.

Neste momento, 50% dos espaços encontram-se comercializados, e os primeiros espaços já se encontram montados. Em breve, os primeiros lojistas entram em obras de ‘fit out’.

Vera Massango, administradora executiva da sociedade Baia de Luanda, refere que ‘50% das lojas já estão comercializadas, três parques de estacionamento com 2.500 lugares já estão em funcionamento e, dentro em breve, outros entram em funcionamento’.

Omatapalo: o primeiro investidor

Vera Massango disse também que o primeiro investidor do distrito financeiro, cujo edifício já se encontra em construção, pertence à empresa angolana Omatapalo e que a sustentabilidade do projecto não foi alterada. ‘O modelo adoptado na Baía de Luanda é um modelo de condomínio e todos têm contribuído para o projecto. Hoje o custo da Baía é ainda elevado. É um projecto pensado na base da sustentabilidade e os espaços comerciais têm este pendor’, disse.

Quanto ao distrito residencial da Ilha de Luanda, indicou que o mesmo terá 54 lotes, sendo que 50% já se encontra infraestruturado e, com cerca de 30% dos lotes comercializados, os 4 lotes em construção ficarão concluídos ainda este mês.

Miguel Carneiro anunciou a inauguração, no dia 22 deste mês, do primeiro edifício no distrito residencial à Ilha de Luanda. Numa primeira fase, cada apartamento T1 e T2 custarão USD 4.500. ‘Em 2016, as lojas estarão em funcionamento. No dia 22 vamos apresentar o primeiro edifício e o segundo no primeiro trimestre de 2016. Há muita procura dos apartamentos que têm um preço extremamente competitivo e o timing é ditado pelo mercado’, disse.

Um projecto que mudou a Marginal

O Projecto de Requalificação e Reconversão Urbana da Zona da Marginal vem desde os anos 2000. Em 2004, o projecto foi submetido à ex-ANIP para apreciação.

Em 2012, foi inaugurada, a 27 de Agosto, a primeira fase pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

O investimento global está estimado em USD 2,13 mil milhões. A gestora do projecto é a Sociedade Baía de Luanda – empresa que tem como accionistas a Sonangol, Banco Atlântico, BCP e Finibanco.

O projecto situa-se entre o Porto de Luanda e estende-se até a Ilha do Cabo e à Fortaleza. Comporta espaços para restauração, comércio, habitação e serviços. O projecto integra edificios de escritorios, habitação e hotéis.

A parte referente às obras públicas sem ónus para o Estado está orçada em USD 113,6 milhões, assegurados pelo investidor ‘Luanda Waterfront Corp’, sendo a obra privada financiada mediante empréstimos bancários. O seu custo é estimado em USD 2,03 mil milhões. (opais.ao)

 

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