Turquia acusa Europa de fazer do Mediterrâneo um ‘cemitério de migrantes’

Arquivo) O presidente turco, Recep Erdogan (Foto de Adem Altan/AFP)
Arquivo) O presidente turco, Recep Erdogan (Foto de Adem Altan/AFP)
Arquivo) O presidente turco, Recep Erdogan (Foto de Adem Altan/AFP)

O presidente islamita conservador turco Recep Tayyip Erdogan acusou nesta quinta-feira os países europeus de terem transformado o Mar Mediterrâneo em um “cemitério de migrantes”, em sua primeira reacção às fotos do menino sírio afogado em uma praia turca.

“Os países europeus que transformaram o Mediterrâneo em um cemitério de migrantes compartilham a responsabilidade de cada refugiado morto”, declarou.

A foto de um menino afogado em uma praia da Turquia, após o naufrágio de duas embarcações com refugiados sírios, gerou comoção na Europa, confrontada a uma pressão crescente para gerenciar a chegada de milhares de refugiados ao continente.

As duas embarcações que naufragaram tinham saído da cidade turca de Bodrum com destino à ilha grega de Kos, porta de entrada da União Europeia.

A guarda costeira turca foi alertada por gritos de passageiros dos barcos e conseguiram resgatar os corpos de 12 pessoas, entre eles o de um menino pequeno que jazia de bruços na praia.

No naufrágio morreram cinco menores e sete adultos, enquanto 15 pessoas puderam ser resgatadas.

A fotografia de um agente turco carregando o menino foi divulgada por meios de comunicação e pelas redes sociais com a hashtag #KiyiyaVuranInsanlik (A humanidade é um fracasso, em turco).

Um dos agentes do resgate disse à AFP que as autoridades turcas ouviram o depoimento da família do menino e acreditam que todos procediam da cidade síria de Kobane.

Meios de comunicação turcos reportaram que o menino se chamava Aylan Kurdi e que tinha três anos.

Jornais de toda a Europa repercutiram a comoção provocada pela imagem e a foto estampou a primeira página de vários deles na quarta-feira. (afp.com)

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