“Tudo como dantes. Estão a rodar o filme de Durão e Sócrates”

(Lusa)
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O secretário-geral do PCP acusou na quinta-feira PS e PSD de estarem a “rodar o mesmo filme” protagonizado antes por Durão Barroso ou José Sócrates, que justificaram o incumprimento das promessas com a herança dos governos anteriores.

Num comício noturno, na Marinha Grande, Jerónimo de Sousa, líder da Coligação Democrática Unitária (CDU), que reúne o PCP e “Os Verdes”, denunciou “uma grande operação para vender a ideia de que a única opção nestas eleições é escolher entre Passos e Costa”, apesar de ambos nada trazerem de novo. “Tudo como dantes, para lá do passar de culpas de uns para os outros da crise a que ambos conduziram o país, com o apoio do CDS”, sustentou.

“Esta história já vimos há muitos anos, estão a rodar o mesmo filme. Quem não se lembra, quando do Governo de Guterres, apareceu Durão Barroso e dizia esta coisa espantosa – ‘não posso cumprir estas promessas porque o PS deixou o país de tanga’. Depois, veio Sócrates e dizia que Durão Barroso e Santana Lopes deixaram o país numa desgraça. Depois, veio Passos Coelho e Portas e disseram que o PS estragou o país, deixou-o à beira da bancarrota. Corremos o mesmo risco de ver este filme”, afirmou.

O líder comunista previu que a estratégia vai “ser empolada até ao final da campanha para levar os portugueses a escolher entre dois males, seja ele o maior ou o menor”, porém, “em relação ao futuro, a mesma matriz, com pequenas variações, remendos de uns e outros, na velha política” (…)”em direção ao abismo e ao empobrecimento”.

“PSD e CDS a empurrar todas as culpas para o último Governo para lavarem as mãos das suas responsabilidades na crise, na entrega do país, tal como o PS, às mãos da ingerência externa, para se apresentarem como protagonistas da libertação do país”, descreveu.

Segundo Jerónimo de Sousa, a coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) “e seu Governo andam numa lufa-lufa, desesperadamente deitando mãos a tudo e todos os mais fraudulentos argumentos com o objetivo de mostrar a especialidade da sua governação e convencer à viva força os portugueses de que a crise passou”, o que constitui uma “falácia completa”, pois o país segue “lá no fundo do buraco (financeiro)”.

“Não têm propostas alternativas, outras soluções que não os cortes, a descapitalização da segurança social para vir a justificar a sua privatização, mas há outras soluções, que o PCP e a CDU têm apresentado, possíveis e viáveis”, contrariou, exemplificando com opções para a segurança social de contribuições por parte das grandes empresas com o seu valor acrescentado líquido, um combate eficaz para recuperar as dívidas ao sistema e a afetação de imposto de 0,25% sobre transações financeiras.

O secretário-geral do PCP admitiu que “essas grandes empresas e grupos económicos não gostam nada das propostas da CDU”.

“Pois, nós dizemos que também não gostamos nada das propostas do PS e do PSD, que estão do lado deles, preferimos estar do lado dos trabalhadores, reformados e pensionistas”, garantiu. (Noticiasaominuto)

por Lusa

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