Sophia, a menina que pediu ao Papa uma reforma migratória

O papa Francisco recebe uma carta e uma camisa da menina mexicana Sophia Cruz em 23 de setembro em Washington (Foto de Alex Brandon/POOL/AFP)
O papa Francisco recebe uma carta e uma camisa da menina mexicana Sophia Cruz em 23 de setembro em Washington (Foto de Alex Brandon/POOL/AFP)
O papa Francisco recebe uma carta e uma camisa da menina mexicana Sophia Cruz em 23 de setembro em Washington (Foto de Alex Brandon/POOL/AFP)

Sophia Cruz viajou de Los Angeles a Washington com um único propósito: abraçar o Papa e lhe entregar uma carta pedindo ajuda para que os Estados Unidos aprovem a reforma migratória. E conseguiu.

A menina mexicana de cinco anos se tornou protagonista inesperada do desfile que Francisco realizou nesta quarta-feira pelas ruas da capital no papamóvel.

Com muita habilidade, Sophia saltou a grade de protecção e correu em direcção ao papamóvel. Os guardas a detiveram no meio do caminho, mas o pontífice fez sinais para que a levassem até ele.

Por seu atrevimento, Sophia ganhou um carinho, depois um abraço e um beijo do próprio Francisco, e conseguiu lhe entregar a carta.

“Na carta ela conta o que sente como filha de imigrantes e pede ao Papa uma reforma migratória justa”, explicou à AFP sua orgulhosa mãe, Zoyla Cruz, minutos antes de entrar para a missa em uma igreja do centro de Los Angeles, onde vive a família.

“Também diz que seu papai trabalha muito como imigrante, que é um trabalho muito pesado” porque sua situação irregular não lhe permite ter um trabalho estável.

Como muitos imigrantes, os pais de Sophia chegaram há anos nos Estados Unidos em busca de um futuro melhor. A família veio do Estado de Oaxaca, no sul do México.

Sophia e sua irmã Sara fazem parte de um grupo de milhões de crianças nascidas no solo americano cujos pais podem ser deportados a qualquer momento por ter entrado no país de forma ilegal.

“Por um momento pareceu um sonho”, disse Zoyla sobre quando viu a filha pela TV correr em direcção ao Papa. “Não pensei que conseguiria. Foi fácil identificá-la com seu traje típico” de Oaxaca.

Sophia é uma menina que “tem muita fé em tudo o que faz”, revelou Zoyla. (AFP)

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