Sofia Buco: “Está difícil reforçar as poupanças com esta crise e o aumento de preços”

Sofia Buco (Foto: D.R.)
Sofia Buco (Foto: D.R.)
Sofia Buco
(Foto: D.R.)

Apresenta o programa Bastidores, da TPA, e está aberta a novos desafios, até porque, confessa, ainda não chegou o momento alto da sua carreira. Apesar de admitir que também está a ser afectada pela crise, acredita que a situação vai melhorar.

À espera do momento certo Sofia Felicidade Alberto Buco, 29 anos, nasceu em Luanda. É actriz e também apresentadora de TV. Formou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Independente de Angola. Como actriz, os seus primeiros passos foram dados ainda na adolescência, quando ingressou no grupo teatral Horizonte Nzinga Mandi.

Como surgiu a paixão pelo jornalismo e pelo mundo artístico?

Fui uma criança muito tímida, de poucos amigos, e passava a maior parte do tempo em casa depois da escola. Aos 12 anos, praticava dança, voleibol e fazia parte de uma banda de música. Na verdade, primeiro surgiu a paixão pela arte. Pertenci ao Grupo Coral da Igreja da Nossa Senhora do Carmo e senti necessidade de fazer algo mais intenso. A minha mãe sempre quis que eu fosse uma adolescente mais solta e que pudesse relacionar-me com pessoas de vários níveis sociais, e achou por bem enquadrar-me no teatro. Depois foi aumentando o interesse pelo jornalismo.

Actualmente é a cara da marca RBS Store. O que a leva a fazer publicidade?

Essa parceria começou em Março de 2014. Na altura, senti necessidade de mudar a minha imagem, e o meu agente entrou em contacto coma RBS, que não conhecia o meu trabalho. Pesquisaram sobre mim no Google e acabámos por nos juntar para avaliar a melhor estratégia para melhorar a minha imagem – o que até hoje tem funcionado muito bem. É uma marca que visto com muito orgulho, e os preços são acessíveis a todos os bolsos.

É apresentadora do programa Bastidores na TPA. Como tem encarado este desafio?

Encaro muito bem este desafio, já o faço há cinco anos e estou à espera de outros.

Que outro tipo de programas gostaria de apresentar?

Programas em directo, porque a dinâmica é diferente e aprende- -se muito mais. Quando comecei a fazer televisão, na TV Zimbo, comecei com directos, e desejo voltar a fazer.

Que análise faz do jornalismo angolano?

Precisamos de ser mais transparentes e coesos com os factos. O único objectivo do jornalismo é informar com verdade, transparência e objectividade, o jornalista é imparcial. É extremamente importante investir cada vez mais na formação para que tenhamos um jornalismo no verdadeiro sentido.

Qual o jornalista nacional e internacional que admira?

Ernesto Bartolomeu, Mário Vaz, Luís Fernando, Reginaldo Silva, Mateus Gonçalves, Luísa Fançony. Acompanho-os desde cedo.

Gostava de ser apenas actriz? É possível viver da representação?

Desde muito cedo sempre quis ter várias profissões, por causa do meu talento e deste lado sensível e doce em lidar com as pessoas, e também por questões sociais e económicas. Mas viver da representação ainda não é possível. Eu não vivo dela nem sei quantas pessoas conseguem…

Angola está ser fustigada por uma crise económica. Tem reforçado as suas poupanças por causa da crise?

Tenho tentado, mas confesso que está difícil, porque, com esta crise, houve aumento dos preços dos produtos. Mas esperamos por bons ventos…

Qual foi a coisa mais cara que comprou?

Até hoje, passagens de avião. Sempre que tenho de viajar penso nisso [risos].

Participou na novela Jikulumessu, que a dada altura foi suspensa por causa do beijo gay. Ficou chocada com a suspensão?

Sou actriz, e a minha função é representar, este é o trabalho do actor. Este assunto é inteiramente da responsabilidade da produção da novela e foi solucionado. Por isso, tivemos um final feliz.

Recentemente revelou o desejo de cantar. Já gravou músicas?

A música vive em mim, em tudo o que faço existe música. No passado, já foi um sonho ser cantora, mas como na altura tive uma resposta negativa, este sonho foi meio amputado. Posso gravar uma música ou outra, mas não é no intuito de seguir carreira musical.

Qual foi o momento alto da sua carreira?

Tenho esperado por esse momento, que sei que irá chegar com muito trabalho, dedicação, disciplina e fé.

Quais são os seus planos para o próximo ano?

Tenho muitos. Ter um novo programa de televisão que exija outros desafios, ter casa própria… Os outros, o meu Deus já sabe, e tenho fé que vai ajudar. (expansao.ao)

 

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