Sociedade Civil deve apoiar programas do Executivo – secretário de Estado da Saúde

CARLOS ALBERTO MASSECA - SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE. (Foto: Manuel Adão Zamba)

O secretário de Estado para a Saúde, Carlos Alberto Masseca, solicitou hoje (terça-feira), em Luanda, o apoio da sociedade civil, unindo-se aos esforços do Poder Público, para se inverter a actual situação no país e construir uma verdadeira história de sucesso na Saúde da população angolana.

CARLOS ALBERTO MASSECA - SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE. (Foto: Manuel Adão Zamba)
CARLOS ALBERTO MASSECA – SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE. (Foto: Manuel Adão Zamba)

O governante solicitou esse apoio quando intervinha na abertura do primeiro Fórum Nacional das Organizações da Sociedade Civil, de combate à SIDA, à Tuberculose e à Malária, até 2030, cujo objectivo é avaliar as acções desenvolvidas, nos últimos anos, nas comunidades, e estabelecer um compromisso da sociedade civil para a melhoria da saúde no período pós-2015.

Segundo Carlos Alberto Masseca, as organizações da sociedade civil podem ajudar o Poder Público na educação sanitária, no poderio das mulheres nas famílias, ajudando as pessoas a utilizar os serviços de saúde postos à sua disposição, que nem sempre são utilizados, bem como na prevenção das doenças, na protecção, na educação, no saneamento e no combate à pobreza.

Acrescentou que gostaria que neste Fórum se pudesse reflectir sobre as formas de se alcançar a cobertura universal dos cuidados primários de saúde, tendo em conta os três pilares: os serviços públicos, a saúde comunitária e as famílias, num contexto de escassez de recursos humanos, financeiros e materiais.

Considerou que é medida do Executivo a redução da mortalidade materno-infantil, situação que passa pelo combate às três doenças que serão discutidas neste Fórum.

Solicitou, por outro lado, o apoio do sector empresarial e das empresas, no quadro da sua responsabilidade social, para que se juntem ao esforço do Executivo, a fim de se reduzir estas doenças, bem como dos actores da sociedade civil, de modo a que proponham  medidas concretas para complementar os serviços que são prestadas pelas entidades públicas.

O secretário de Estado da Saúde referiu o esforço que tem sido feito pelo Executivo, fundamentalmente pelos ministérios da Saúde e da Administração do Território, com a criação dos agentes de desenvolvimento local sanitários, que, sendo elementos das comunidades capacitados, hão-de prestar um serviço suficiente para inverter a actual situação, tendo em conta os factores impeditivos ao alcance, pleno, dos objectivos

O Fórum, que se realiza sob o lema” Geração Livre da Sida, Tuberculose e Malária: um compromisso da Nação”, é uma promoção da Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida (ANASO), com o apoio de diversos parceiros, no âmbito dos objectivos do Milénio e do acesso universal aos serviços de Saúde.

O encontro conta com a participação de delegados da Saúde das 18 províncias do país e de membros da sociedade civil, e vai decorrer até quinta-feira.

A prevalência do VIH em Angola é estimada em 2.4 porcento, os casos de co-infecção são de 11 porcento e a Malária é responsável por 25 porcento do total de óbitos do país. (portalangop.co.ao)

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