Situação ainda confusa no Burkina Faso após golpe de Estado

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A situação está ainda confusa em Ouagadougou, depois da detenção do Presidente de transição, Michel Kafando, o seu primeiro-ministro, Yacouba Isaac Zida, e alguns membros do Governo quarta-feira por militares da ex-guarda de Blaise Compaoré, derrubado em outubro de 2014.

Os militares instauraram um Conselho Nacional para a Democracia (CND) para dirigir o país, onde disparos ressoaram toda a noite de quarta para quinta-feiras últimas.

Negociações estão a ser levadas a cabo por um antigo Presidente burkinabe, Jean Baptiste Ouédraogo (de 8 de novembro de 1982 a 4 de agosto de 1983).

Organizações da sociedade civil apelavam para manifestar quinta-feira a fim de frustrar este golpe de Estado enquanto a Unidade de Ação Sindical (UAS) lançava uma greve geral em todo o território nacional até à nova ordem.

Os Governos francês e americano, a União Africana (UA) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenaram esta quarta exação do Regimento de Segurança Presidencial.

Numa declaração, o presidente do Conselho Nacional da Transição (CNT, Parlamento interino) apelou a “todos os patriotas para se mobilizarem a fim de defender a mãe pátria”.

Sublinhou que  “o dever apela-nos porque a nação burkinabe está em perigo”.

Leonor Koné, primeiro vice-presidente do Congresso para a Democracia e Progresso (CDP, partido de Blaise Compaoré), cujos candidatos presidenciais haviam sido impedidos de participar nas eleições que deveriam ocorrer a 11 outubro próximo, declarou “não condenar estes atos”.

A Comissão Nacional de Reconciliação e Reformas (CRNR) recomendou segunda-feira a dissolução do Regimento de Segurança Presidencial (RSP), a guarda pretoriana de Blaise Compaoré, destituído do poder em finais de outubro de 2014 por uma revolução popular de rua.

O RSP, composto por mais de mil e 300 homens e considerado a tropa melhor formada do Exército burkinabe, foi acusado de vários casos de assassinato e de desaparecimento durante o antigo regime.

Esta Guarda provocou, por três vezes, crises políticas exigindo a demissão do primeiro-ministro, o tenente-coronel Isaac Zida, ex-número dois deste regimento. (PANAPRESS)

PANA NDT/TBM/MAR/DD

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