Sete educadoras maltratavam bebés com agressões e ameaças

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Crianças entre os três meses e os três anos foram maltratadas por educadoras. O julgamento começará em breve.

As sete funcionárias acusadas de maltratar bebés entre os três meses e os três anos, numa creche, no Porto, irão começar a ser julgadas em breve no Tribunal de S. João Novo. Os crimes em causa foram, alegadamente, cometidos no ano letivo 2012/2013, sendo que as educadoras continuam a trabalhar na creche em causa, exceto uma, a coordenadora e vice-presidente, que acabou por se reformar entretanto.

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), as funcionárias estão acusadas de 33 crimes de maus-tratos, pelo facto de colocarem as crianças num “quarto escuro”, por lhes darem sapatadas, palmadas na testa e no rabo e até por terem colocado pimenta na língua a um dos meninos, reporta o Jornal de Notícias.

As educadoras, com idades entre os 21 e os 68 anos, negam categoricamente todas as acusações de maus-tratos que supostamente cometeram na creche Benjamim. Contudo, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto acredita que os crimes eram cometidos diariamente, sempre que alguma das crianças não tinha o comportamento pretendido.

A hora da refeição era uma das alturas mais complicadas, já que muitas crianças não queriam comer e acabavam por cuspir para o prato. As educadoras misturavam os alimentos cuspidos com os restantes e obrigavam-nas a ingerir a comida. Muitas vezes batiam nos meninos e empurravam-nos contra as mesas para que batessem com as barrigas.

À hora do descanso as educadoras davam palmadas para as crianças dormirem, tapavam-lhes as cabeças com mantas e metiam-nas à força na cama. Quando se portavam mal, os meninos eram colocados numa sala escura, sem luz natural, e que servia apenas para arrumos. A uma das crianças, por dizer asneiras, chegou mesmo a ser colocada pimenta na língua, como forma de correção. (Noticiasaominuto)

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