Rússia rejeita proposta francesa de restringir direito a veto na ONU

(AFP)
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A Rússia recusou nesta quarta-feira uma proposta francesa de restringir o direito ao veto de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas em casos de genocídio ou crimes contra a humanidade.

A proposta francesa foi considerada populista pelo embaixador russo na ONU, Vitali Tchourkine, ao expressar seu repúdio. “Somos contra, esta não é uma proposta viável”, destacou.

“Se a França quer limitar seu próprio direito ao veto, que o faça”, ironizou Tchourkine durante colectiva de imprensa para apresentar o programa que a Rússia aplicará quando assumir a presidência do Conselho de Segurança em Setembro.

A Rússia, por sua vez, acrescentou que não entende como pode se privar “de um instrumento que permite ao Conselho tomar decisões equilibradas”, acrescentou.

“A ausência (do direito) ao veto pode levar a um desastre”, ressaltou o embaixador, em alusão a uma resolução da ONU de Fevereiro de 2011, que abriu o caminho para uma intervenção militar na Líbia para depor Muamar Kadhafi, depois da qual o país mergulho uno caos.

Esta é a primeira vez que um representante russo rejeita tão frontalmente e em público a iniciativa francesa, que tampouco despertou entusiasmo das outras grandes potências.

Os cinco membros permanentes do Conselho (EUA, França, China e Reino Unido) dispõem do direito a vetar as decisões tomadas pela instituição.

A Rússia usou o veto quatro vezes desde o início da guerra na Síria para proteger de pressões dos governos ocidentais o regime de Bashar al Assad. (afp.com)

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