Rússia promete medidas em retaliação à nova onda de sanções dos EUA

(Sputnik/ Aleksandr Vilf)
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Hoje, 2 de Setembro, os EUA introduziram novas sanções contra as empresas industriais russas. O Ministério de Relações Exteriores russo disse que vai retaliar e que a nova onda de sanções prejudicará a estabilidade do sistema internacional.

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia divulgou um comentário sobre as novas sanções norte-americanas contra a Rússia, introduzidas hoje. “Destacamos que os EUA não devem ter ilusões sobre a possibilidade de continuar esta linha política de sanções sem consequências negativas. As medidas de retaliação vão seguir-se mas não é necessário que sejam do mesmo tipo”.

O comunicado diz: “O alargamento das sanções contra a Rússia é um elemento de uma série de acções hostis dos EUA em várias esferas, inclusive a militar, económica e de vistos. A retórica actual dos EUA é inaceitável. Esta linha política absurda provoca inquietação mesmo entre os aliados dos EUA”.

Os EUA introduziram novas sanções contra um leque de empresas russas por causa da alegada violação da lei sobre não proliferação de armas nucleares. Segundo o documento que está disponível no site do boletim governamental Federal Register, “a lista negra” inclui a empresa de construção de equipamentos em Tula, a empresa de construção de acumuladores Katod, a produtora de foguetes NPO Mashinostroyeniya, a corporação produtora de aeronaves MiG e a Rosoboroneksport. As sanções também vão abranger “as suas empresas sucessoras, sucursais e subdivisões”, diz o documento.

O documento foi elaborado pelo Departamento de Estado norte-americano. “Foi tomada a decisão de que um número de empresas estrangeiras estão envolvidas em actividades que implicam introduzir medidas adicionais em concordância com a terceira parte da lei sobre a não proliferação de armas nucleares”.
O documento frisa que esta lei “prescreve introduzir medidas de punição em relação às empresas estrangeiras e indivíduos pelo fornecimento ao Irão, Síria e Coreia do Norte da mercadoria, serviços e tecnologias e pelas compras destes produtos nos referidos países”.

Para além de empresas russas, foram introduzidas sanções contra empresas da China, Irão, Sudão, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

Destaca-se que “nenhum dos departamentos norte-americanos pode apoiar estas empresas, tais empresas não podem participar de programas de ajuda norte-americana”. Também “é proibido ao governo norte-americano fornecer a estas empresas alguns produtos e serviços militares”.

O presidente do comité pela defesa e segurança da câmara alta do Parlamento russo, Viktor Ozerov, disse que as novas sanções contra a Rússia não vão afectar as posições da indústria militar no mercado mundial. Ozerov frisou que a produção da indústria militar russa é uma das mais competitivas e que as novas sanções hipoteticamente podem enfraquecer as suas posições, mas, na opinião do senador, isso não vai acontecer.

“É pouco provável que as sanções tenham um efeito muito negativo para o potencial económico das nossas empresas na esfera militar, incluindo a Rosoboroneksport, que já foi alvo de sanções, embora não tivesse sofrido muito. Acho que [as empresas] possuem uma espécie de imunidade a tais medidas”, disse Ozerov.

As relações entre a Rússia e o Ocidente deterioraram-se por conta da situação na Ucrânia. Em Julho do ano passado, a UE e os Estados Unidos aplicaram sanções pontuais contra certos indivíduos e empresas da Rússia. Em seguida, foram implementadas medidas restritivas a sectores inteiros da economia russa. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares de países que impuseram as sanções. Moscovo tem afirmado repetidamente que não tem interferência no conflito interno ucraniano e possui interesse na resolução pacífica do confronto.

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