Rússia e Angola bloqueiam pedido dos EUA para punir Sudão do Sul

Conselho de Segurança (DON EMMERT/AFP)
Conselho de Segurança (DON EMMERT/AFP)
Conselho de Segurança (DON EMMERT/AFP)

Rússia e Angola bloquearam nesta terça-feira um pedido dos Estados Unidos para que a ONU imponha novas sanções a um integrante de alta patente do Exército e a um membro da rebelião do Sudão do Sul por falhar no cumprimento de um acordo de paz.

O embaixador russo na Casa, Vitaly Churkin, disse que a decisão foi tomada depois de uma visita recente a Moscovo dos ministros das Relações Exteriores do Sudão e do Sudão do Sul, que defenderam sua postura contra as sanções.

“Os Estados Unidos dizem, simplesmente, ‘sanções, sanções, sanções’, mas, em alguns casos, isso agrava a situação”, justificou Churkin, em conversa com jornalistas.

Os Estados Unidos haviam solicitado que se impusesse a proibição de viajar e o congelamento de activos ao chefe do Exército do Sudão do Sul, Paul Malong, e o comandante rebelde Johnson Olony, por seu papel na manutenção dos confrontos.

Diplomatas confirmaram que Rússia e Angola bloquearam o pedido americano.

O Conselho de Segurança busca pressionar o governo do presidente Salva Kiir e o líder rebelde Riek Machar para que implementem o acordo de paz firmado no mês passado, mas que ainda não conseguiu pôr fim aos confrontos.

Em Julho, o órgão da ONU já havia aprovado a aplicação de sanções a seis comandantes, três do governo e três dos rebeldes.

O Estado mais jovem do mundo proclamou sua independência em Julho de 2011, após décadas de conflito contra Cartum. Em Dezembro de 2013, explodiram combates no Exército, alimentados pela rivalidade entre Kiir e Machar. Os dois pertencem a etnias distintas.

Marcado por atrocidades e massacres, o conflito deixou milhares de mortos e 2,2 milhões de deslocados em um país de 11,74 milhões de habitantes.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convidou Kiir e Machar a irem a Nova York para um encontro em 29 de Setembro, com o objectivo de reforçar o acordo de paz, mas parece difícil que o presidente compareça.

A reunião aconteceria em paralelo à Assembleia Geral da ONU. (AFP)

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