Rússia defende reforma no Conselho de Segurança da ONU

(Sputnik/ Alexei Panov)
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O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Gennady Gatilov, afirmou nesta quarta-feira (16) que a Rússia apoia a ampliação do Conselho de Segurança da ONU se o formato for aprovado por pelo menos dois terços dos Estados membros das Nações Unidas.

“Estamos prontos para expandir o Conselho de Segurança (da ONU) se for aprovado por uma esmagadora maioria dos Estados membros, mais de dois terços. Melhor será se chegar a 100%. Mas dado o fato de que o problema da ampliação é muito sensível e politicamente importante para o futuro da organização, consideramos até dois terços como um número insuficiente de votos, e nós precisamos de ter muito mais apoio para uma ou outra variante a ser adoptada””, disse Gatilov.

Segundo o vice-ministro, algumas regiões do mundo não estão suficientemente representadas na estrutura do Conselho de Segurança. Ele citou a América Latina, a África e a Ásia como merecedoras de maior participação no órgão.

A necessidade de reformar a Organização das Nações Unidas como um todo e o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em particular, tem sido discutida desde o início de 1990. O actual secretário-geral do organismo, Ban Ki-moon, tem repetidamente defendido que mudanças precisam ser feitas.

Na segunda-feira (14), o representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, Vitaly Churkin, afirmou que a reforma do Conselho de Segurança deve ser baseada no consenso. Um dia depois o presidente da Assembleia Geral da ONU, Sam Kutesa, disse que se não forem feitas modificações pode se chegar a um momento que o papel ONU se torne irrelevante.

O Conselho de Segurança da ONU é formado por quinze países. Os cinco membros permanentes (Rússia, EUA, Reino Unido, França e China) possuem direito a veto. Anualmente são eleitos cinco países para um mandato de dois anos. Entre estes 10, cinco representam Ásia e África, um a Europa Oriental, dois a América Latina e o Caribe e dois a Europa Ocidental.

Mais de 60, dos 193 membros da ONU, jamais ocuparam uma cadeira no Conselho de Segurança. (Sputniknews)

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