RENAMO acusa polícia de executar dois militantes em Nampula

Apoiantes ds RENAMO em Nampula (DW)
Apoiantes ds RENAMO em Nampula (DW)
Apoiantes ds RENAMO em Nampula (DW)

A RENAMO acusa as forças de segurança de matar dois dos seus militantes em Nampula. A polícia nega e diz que há dois membros do partido da oposição indiciados por roubo de bens. “A polícia não faz política”, sublinha.

A chefe provincial de mobilização da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) na província nortenha de Nampula, Abiba Aba, acusou a polícia de ter detido e fuzilado, sem justa causa, dois membros do partido no distrito de Murrupula, no final do mês passado.

“Foram levados para a localidade de Cavina, onde foram fuzilados a 28 de agosto, pelas sete horas, em frente a uma escola primária. É contra a lei tirar a vida de um ser humano”, disse Abiba Aba em conferência de imprensa na quinta-feira (10.09).

Segundo a responsável da RENAMO, o seu partido dirigiu-se ao Comando Provincial da Polícia e ao gabinete do governador da província, Victor Borges, no sentido de apurar a veracidade dos factos, mas como não conseguiu contactar as autoridades.

Por isso, decidiu lançar um apelo: “Queremos apelar ao Governo e ao partido FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) para deixarem de utilizar as Forças de Defesa e Segurança para alimentar interesses partidários”.

“A polícia não faz política”

A Polícia da República de Moçambique (PRM) já desmentiu as denúncias feitas pela RENAMO. “São completamente infundadas estas alegações, tendo em conta que somos um órgão público do Estado responsável pela garantia da ordem e segurança”, declarou o porta-voz da PRM em Nampula, Sérgio Mourinho. “Gostaríamos de lembrar à RENAMO que a polícia não faz política”, sublinhou.

Sérgio Mourinho negou ainda um alegado fuzilamento por parte da polícia de dois membros do partido da oposição em Murrupula.

“O que confirmamos é que há duas pessoas detidas no distrito de Murrupula. Foram processadas criminalmente pelo roubo de bens e decorrem os trâmites legais para o seu julgamento”, esclareceu o porta-voz. (DW)

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