Relação decide que defesa de Sócrates vai ter acesso às provas de investigação

O Primeiro-ministro, José Sócrates, durante a assinatura do contrato da Concessão Baixo Tejo, 25 Janeiro 2009, em Almada. (MARIO CRUZ/LUSA)
O Primeiro-ministro, José Sócrates, durante a assinatura do contrato da Concessão Baixo Tejo, 25 Janeiro 2009, em Almada. (MARIO CRUZ/LUSA)
O Primeiro-ministro, José Sócrates, durante a assinatura do contrato da Concessão Baixo Tejo, 25 Janeiro 2009, em Almada. (MARIO CRUZ/LUSA)

Após nove meses e meio em prisão preventiva, José Sócrates encontra-se desde o 5 de Setembro em prisão domiciliária, com vigilância policial.

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu que não se justifica a continuação do segredo de justiça na “Operação Marquês”, pelo que a defesa de José Sócrates deve ter acesso a todos os autos da investigação.

Fonte da Relação adiantou à agência Lusa que a decisão foi tomada pelos juízes desembargadores Rui Rangel (relator) e Francisco Caramelo.

“O TRL considerou que, neste momento, não se justifica o segredo de justiça interno, logo a defesa (de Sócrates) deve ter acesso a todos os autos da investigação”.

Após nove meses e meio em prisão preventiva, José Sócrates encontra-se desde o 5 de Setembro em prisão domiciliária, com vigilância policial, no âmbito do processo “Operação Marquês”. Foi detido a 21 de Novembro de 2014, no aeroporto de Lisboa, e está indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito.

Além do ex-governante e do empresário Carlos Santos Silva, são arguidos Joaquim Barroca, o ex-motorista de Sócrates João Perna, o administrador da farmacêutica Octapharma Paulo Lalanda de Castro, a mulher de Carlos Santos Silva, Inês do Rosário, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, o presidente da empresa que gere o empreendimento de Vale do Lobo, Diogo Gaspar Ferreira e o ex-ministro Armando Vara.

Sócrates, de 57 anos, divorciado e com dois filhos, foi secretário-geral do PS, de Setembro de 2004 a Julho de 2011 e primeiro-ministro de Março de 2005 a Junho de 2011.

Depois de abandonar a chefia do Governo, foi viver e estudar Filosofia para Paris. Nos últimos tempos fazia um comentário semanal na RTP-1. (rr.sapo.pt)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA