Primeiro-Ministro eslovaco duvida que os refugiados estivessem a morrer de fome

(AP Photo/ Markus Schreiber)
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O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, disse sábado, em uma estação de rádio nacional que um refugiado que pagou 5.000 euros para chegar a Europa não pode ter estado a morrer de fome.

“Por acaso pode estar morrendo de fome alguém que tenha pago 5.000 euros para um contrabandista?”, indagou aos ouvintes o político eslovaco.

O primeiro-ministro disse que 99 por cento dos refugiados constitui-se de jovens que vêm para a Europa em busca de novas oportunidades.

“Se realmente fogem do perigo, porque, por exemplo, não ficam na França, mas através do túnel tentam ir mais longe, para a Grã-Bretanha? É porque não se sentem seguros em França?”, perguntou Fico.

Para o primeiro-ministro eslovaco é impossível “abrir os braços” para pessoas que atravessam fronteiras ilegalmente e buscam uma melhor condição económica.

“Grande parte do mundo actualmente está instável, especialmente a Líbia e a Síria”, disse acrescentando que é a ONU quem deve tentar resolver o problema através de um mandato do Conselho de Segurança, e não a OTAN, que continua armar os opositores na Síria.

Um dia antes, República Checa, Eslováquia, Hungria e Polónia rejeitaram por unanimidade as cotas obrigatórias de repartição dos refugiados que estão chegando à Europa e advogaram pelo “controle efectivo” das fronteiras externas da UE.

Por sua vez, Fico disse nesta sexta-feira (4) que seu país está pronto para receber cerca de 300 famílias, de preferência de cristãos sírios. (sputniknews.com)

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