Presidente e Primeiro Ministro burkinabés sequestrados por militares

Presidente Michel Kafando (esq) e Primeiro Ministro tenente-coronel Isaac Zida, cerimónia de passação de poderes Novembro 2014 (AFP PHOTO/SIA KAMBOU)
Presidente Michel Kafando (esq) e Primeiro Ministro tenente-coronel Isaac Zida, cerimónia de passação de poderes Novembro 2014 (AFP PHOTO/SIA KAMBOU)
Presidente Michel Kafando (esq) e Primeiro Ministro tenente-coronel Isaac Zida, cerimónia de passação de poderes Novembro 2014
(AFP PHOTO/SIA KAMBOU)

Membros da guarda presidencial do Burkina Faso, irromperam esta tarde no Palácio Presidencial e sequestraram o Presidente interino Michel Kafando e o Primeiro Ministro Isaac Zida.

A situação é ainda muito confusa em Ouagadougou, onde o presidente do Conselho Nacional de Transição e do parlamento interino Cherif Sy, declarou que a “nação está em perigo” e apelou à mobilização nacional e internacional, para pôr termo ao sequestro esta tarde (16/09), por membros da guarda presidencial de dois ou três ministros, do primeiro ministro tenente-coronel Isaac Zida e do presidente interino Michel Kafando.

Até ao momento não há qualquer reivindicação por parte dos militares desta unidade de élite, composta por 1200 homens, que era um dos pilares do regime de Blaise Campaoré, e cuja dissolução foi proposta hà dois dias pela Comissão de Reconciliação e Reformas.

Tal foi hoje reiterado pelo movimento “Balay Citoyen”, que conduziu à queda de Campaoré em Outubro de 2014, após 27 anos de poder, que através das redes sociais está a apelar os burkinabés a manifestarem frente ao Palácio Presidencial, para dizer não ao golpe de estado em curso.

O Burkina Faso tem eleiçães presidenciais e legislativas agendadas para 11 de Outubro, um escrutínio que poderá ser marcado por fraudes massiças, como denunciou ontem um dos candidatos favoritos Zéphrin Diabré, após a apreensão de cinco mil falsos cartões de eleitor.

De recordar que a situação no Burkina Faso foi analisada este sábado em Dakar, Senegal, durante a cimeira extraodinária da CEDEAO, que aliás saudou o processo de transição em curso. (RFI)

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