Presidente do parlamento angolano deixa Nova Iorque

(Foto: Rosario dos Santos)
(Foto: Rosario dos Santos)
(Foto: Rosario dos Santos)

O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, deixou nesta quinta-feira os Estados Unidos da América (EUA) com destino a Angola, depois de três dias envolvido nas sessões da IV Conferência Mundial dos Presidentes dos Parlamentos.

O parlamentar deixou o Aeroporto Teterboro (a 19 km de Manhattan – New Jersey) às 10:20 (15:20 no país), onde recebeu despedidas do embaixador de Angola junto da Missão Permanente das Nações Unidas, Ismael Martins, e pelo embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares.

Fernando da Piedade Dias dos Santos não fez declarações à imprensa, depois de um intenso trabalho político-diplomático nos EUA, em busca da consolidação da paz, estabilidade e reforço da cooperação com vários parlamentos de África.

A respeito da missão, o parlamentar disse à imprensa, antes do regresso, que permitiu unir os presidentes dos parlamentos de quase todo o mundo.

Referiu que o evento permitiu a troca de experiência mútua e abordagem de temas importantes da política mundial, como a paz, democracia, o desenvolvimento sustentável, a igualdade do género e a crise da baixa do preço do petróleo.

Fernando da Piedade Dias dos Santos disse que a delegação de Angola participou em todos os painéis e aproveitou a estadia para fazer contactos com vários homólogos da região e não só.

Com estes, explicou, trocou informações e lançou bases para, em alguns casos, iniciar uma cooperação bilateral, e noutros para fortalecer as relações.

Além do presidente da Assembleia Nacional, Angola fez-se representar na conferência pelos deputados Carolina Cerqueira, Ernesto Mulato e Exalgina Gamboa, além do secretário-geral do Parlamento, Pedro Agostinho de Neri.

Com esta delegação esteve, em todos os trabalhos, o embaixador de Angola junto da Missão Permanente das Nações Unidas, Ismael Martins, e o embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares.

No final dos trabalhos, líderes parlamentares de cerca de 140 países do Mundo produziram uma Declaração, em que consideraram necessário que os países em transição façam reformas constitucionais e institucionais.

Essas reformas, consideraram, visam garantir a justiça social, a boa governação e o respeito pelos direitos fundamentais.

Solicitaram que esses direitos humanos abranjam o direito à liberdade de expressão e de reunião.

Com esse documento, de 38 pontos, os líderes parlamentares sugeriram que os estados façam esforços extraordinários para garantir a paz.

Comprometeram-se a trazer o parlamento mais perto das pessoas, combater o crescente cepticismo público e a desconexão com a política, a marginalização social e política, bem como a desigualdade de género.

Referiram que as Nações Unidas devem continuar a ser a pedra angular da cooperação global, como uma organização que encarna a esperança ardente de pessoas ao redor do mundo e comprometeu-se a colocar a “democracia ao serviço da paz e do desenvolvimento sustentável.

Aprovaram uma resolução para enviar o projecto da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 aos estados-membros para a adopção final, este mês.

Na sua declaração, congratularam-se com a nova Agenda e prometeram fazer tudo para facilitar a consideração da legislação e alocação de recursos orçamentais relevantes, e para responsabilizar os governos para o cumprimento das metas.

“A ONU encarna a esperança ardente de pessoas ao redor do mundo para a paz e desenvolvimento”, lê-se na Declaração final do encontro, que decorreu de 31 de Agosto a 2 de Setembro. (portalangop.co.ao)

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