Presidente da Colômbia irá a conversações de paz com as FARC a Cuba e poderá assinar acordo parcial

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em pronunciamento na TV. 01/09/2015 REUTERS/Juan Pablo Bello/Presidência da Colômbia/Divulgação via Reuters
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em pronunciamento na TV. 01/09/2015 REUTERS/Juan Pablo Bello/Presidência da Colômbia/Divulgação via Reuters
Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em pronunciamento na TV. 01/09/2015 REUTERS/Juan Pablo Bello/Presidência da Colômbia/Divulgação via Reuters

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, vai viajar a Cuba nesta quarta-feira para se encontrar com os negociadores do governo que trabalham em um acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e pode anunciar um entendimento sobre que punição os rebeldes marxistas receberão nos termos do pacto para encerrar a guerra de 51 anos no país.

A visita de Santos –uma escala durante viagem a Nova York– acontece no momento em que os negociadores finalizam as conversas sobre como as Farc irão pagar pelas violações de direitos humanos e outros crimes.

“Farei uma parada em Havana para uma reunião essencial com os negociadores com o objectivo de acelerar o final do conflito. A paz está próxima”, escreveu Santos no Twitter.

Fontes do governo afirmaram ser possível que o mandatário esteja presente à assinatura do acordo parcial. A visita é a primeira ocasião em que o presidente comparece a Cuba desde que as negociações começaram, no final de 2012.

Na terça-feira, Santos declarou que um acordo baseado na justiça não irá agradar a todos, mas que será positivo em longo prazo. O colombiano já disse anteriormente que a falta de disposição da liderança rebelde para completar penas –não necessariamente na prisão– tem sido o principal obstáculo para um acordo de paz.

Até agora os negociadores obtiveram acordos parciais sobre reforma agrária, participação política para ex-rebeldes e o fim ao narcotráfico. O conflito entre os guerrilheiros, paramilitares de direita e o governo já deixou mais de 220 mil mortos e milhões de desabrigados. (reuters.com)

por Julia Symmes Cobb e Luis Jaime Acosta

 

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