Potenciar a diversificação económica passa pela criação de oportunidades

(Foto: D.R.)
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O fundo reserva cerca de metade da sua dotação inicial a investimentos alternativos, particularmente na agricultura, mineração, infra-estruturas e sector imobiliário em Angola e noutros mercados africano.

A estratégia de investimento do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) é baseada no compromisso com o desenvolvimento social e económico de Angola. Segundo dados divulgados no site da instituição, o FSDEA está a investir no mercado interno, particularmente na construção de infra-estruturas e na criação de oportunidades para os cidadãos angolanos.

Ao assumir perspectivas de longo prazo para os investimentos, o Fundo Soberano pretende alcançar retornos sustentáveis e estáveis, assim como desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do capital humano do país, o que considera fulcral na construção das bases económicas essenciais para a melhoria de vida das populações. Uma das áreas apontadas pela maior instituição de financiamento angolano é a aposta no sector da agricultura, para o qual foi constituída uma sociedade que vai investir em termos de capital próprio. A perspectiva do fundo é alavancar os investimentos a nível doméstico, não só do ponto de vista de capacidade técnica, que está alocado a equipas de gestão dos fundos adicionais que foram criados, mas através do reforço da capacidade de financiamento.

Verbas O sítio da internet salienta que a alocação de activos do fundo prevê uma carteira de investimentos que pretende optimizar os retornos esperados por oposi- ção ao risco esperado, ao longo de um horizonte de investimentos de longo prazo. Tal como referido na política de investimento, o fundo vai atribuir cerca de metade da sua dotação inicial a investimentos alternativos, particularmente nos sectores da agricultura, mineração, infra-estruturas e imobiliário em Angola e noutros mercados africanos, para fomentar um crescimento interno e regional sustentável.

Os restantes da carteira de investimentos estão a ser alocados a instrumentos de renda fixa e de aplicações de tesouraria, emitidos por Estados, instituições supranacionais, acções globais e emergentes, assim como outros investimentos alternativos em mercados emergentes a nível mundial. O fundo está primeiramente focalizado em investir no sector de hospitalidade da África Subsahariana através da criação de um fundo hoteleiro.

A criação deste baseia-se no potencial significativo que detem para a geração de emprego e de renda, bem como para o desenvolvimento de cadeias de prestação de bens e serviços locais, o que tem um impacto muito positivo nas economias dos países anfitriões. Posteriormente, o FSDEA investirá em projectos de infra-estruturas em toda a África Subsahariana, através de um fundo especializado, promovendo assim o desenvolvimento e o crescimento da economia da região.

O fundo desenvolveu um posicionamento de longo prazo claro e consistente, além da simples estratégia de maximização a curto prazo do lucro económico. Assim, dedica 7,5 por cento da dotação ao desenvolvimento social e a projectos de responsabilidade social nas áreas da educação, geração de rendimento próprio, saúde e acesso à energia e água potável fora da rede nacional de distribuição.

Com esta abordagem, o fundo tem como objectivo primordial realizar um potencial que poderia passar despercebido por falta de investimento. Ao investir no capital humano, o FSDEA aumentará a capacidade de crescimento rápido e de absorção de investimentos adicionais para Angola. O FSDEA é gerido por um comité executivo autónomo. A sua estrutura organizacional assegura que os mecanismos de análise adequados se encontram em vigor, através da adop- ção de boas práticas a nível global, como por exemplo, a nomeação de auditores independentes. A abordagem do Fundo Soberano de Angola assegura a conformidade com as leis e os regulamentos aplicáveis ao órgão.

DESTAQUES

CINCO MIL MILHÕES DE DÓLARES

É o valor total que se destina ao Fundo Soberano de Angola (FSDEA). Porém, as verbas estão a ser atribuídas gradualmente, desde finais de 2013, capitalizando-se com base nas reservas que o Estado vinha acumulando.

2014-ANO DE ARRANQUE

É o período em que a administração do fundo começou a actividade de investimentos efectivos, de forma moderada, por se tratar de capitais que deviam constituir reservas para o Estado.

2008-CRIAÇÃO DE BASES

A 20 de Novembro de 2008, o Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, anunciou o estabelecimento de uma comissão especial para se criar as bases para um novo Fundo Soberano de Riqueza (FSR).

400 MILHÕES DE DÓLARES

É o valor do investimento no ramo da saúde, que vai focar-se nos países com o maior potencial de retorno, como Angola, Camarões, Gana, Quénia, Moçambique, Nigéria e África do Sul.

250 MILHÕES DE DÓLARES

É o fundo de Investimento de Capital Mezzanino do FSDEA, que vai apoiar o empreendedorismo onde o financiamento através dívida tradicional não seja aplicável.  (jornaldeeconomia.ao)

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