Portas diz que sem contas certas promessas caducam no dia seguinte às legislativas

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O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu esta noite que sem um défice abaixo dos 3% as promessas caducam no dia seguinte às eleições, afirmando que quem fala do que “é viável” presta “melhor serviço à verdade da política”.

“Podem fazer todas as outras promessas, se puserem o défice acima dos 3% e continuarem a não se preocupar com a dívida, essas promessas caducam a seguir às eleições”, afirmou Paulo Portas, numa referência ao PS.

Num jantar da Confederação do Turismo, num hotel em Lisboa, o também vice-primeiro-ministro afirmou que “quem fala do que é possível, do que é viável, do que é concretizável, presta um melhor serviço à verdade da política do que quem pura e simplesmente faz de conta que governar é uma arte de facilidades”.

“A política é a arte do possível. Tomara eu comprometer-me a mais. Eu tenho a certeza de que a moderação da carga fiscal, naquilo que são pilares essenciais para a economia, no IRC e no IRS, é possível e é desejável, desde que se mantenham contas prudentemente controladas”, sustentou.

Paulo Portas sublinhou que a permanência no euro pressupõe a partilha de regras e apontou para o caso da Grécia. “Aqui há uns meses havia quem dissesse que não faria mais nenhum resgate e que ia virar o euro do avesso. Vão no terceiro resgate, até aceitaram muito mais do que tinham dito que iam aceitar. Portanto, as coisas são o que são, muitas vezes não são o que nos apetece”, disse.

O líder do CDS-PP apontou várias vezes decisões do anterior Governo, como a redução da taxa máxima do IVA ou os aumentos na Função Pública em 2009, que antecederam o resgate de 2011, para defender que já não se pode fazer campanha eleitoral como antes do pedido de assistência financeira. (jornaldenegocios.pt)

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