PNR quer recuperar a soberania nacional e combater a corrupção

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O secretário-geral do Partido Nacional Renovador (PNR), José Pinto Coelho, ambiciona chegar aos 50.000 votos nas legislativas e tem como bandeiras políticas a recuperação da soberania nacional, da produção, identidade e o combate ao crime e à corrupção.

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Em entrevista à agência Lusa, José Pinto Coelho afirmou ter como objetivo triplicar a votação das legislativas de 2011, que foi de 17548 votos (0,31%).

“É um sonho fundamentado e realista chegarmos ao patamar dos 50.000 ali à casa psicológica dos 1%”, disse o candidato cabeça de lista por Lisboa.

O partido concorre nas eleições legislativas de 04 de outubro a todos os círculos eleitorais.

Questionado sobre qual seria a primeira medida que tomaria caso fosse eleito, o candidato disse que, embora sendo simbólica, revogaria o acordo ortográfico.

“Revogar o acordo ortográfico. Acabou-se! A partir de agora volta-se a escrever português como deve ser”, afirmou Pinto Coelho.

O secretário-geral do PNR considerou também que Portugal tem sido “carne para canhão de países e de interesses” e defendeu um modelo “antagónico” do que tem sido apanágio do atual Governo.

“Cada vez somos menos senhores do nosso destino (…) vendeu-se ao desbarato todos os setores vitais para a nossa economia e soberania”, defendeu o candidato nacionalista.

“Estamos, infelizmente, entregues a uma classe política que mais não tem feito do que pilhar o erário público, saquear o país, viver de corrupção e de tráfico de influência”, afirmou Pinto Coelho.

“Não faz sentido aqueles que têm a sorte de ter emprego estarem a trabalhar meio ano para pagar impostos”, argumentou o candidato.

De forma a alterar a situação, Pinto Coelho argumentou ser necessário “cortar as gorduras do Estado”.

Pinto Coelho defendeu ainda a saída da moeda única, sendo da opinião que Portugal deveria, no futuro, voltar ao escudo.

Mas não à “maneira irresponsável e mentirosa tipo ‘a lá’ Syriza [Governo grego]” que entraram “como leões” e saíram “como cordeiros”, afirmou o candidato não especificando, contudo, como e quando é que a saída da moeda única se poderia realizar.

O candidato defendeu também o aumento da reforma mínima para os 600 euros, estabelecendo uma meta de reforma máxima de 2.000 euros, argumentando que “tem que se cortar nas reformas douradas”.

O PNR foi o único partido político a rejubilar-se oficialmente com a detenção do ex-primeiro-ministro, José Sócrates, tendo mesmo feito uma manifestação, no dia 09 de agosto de 2015, à porta do estabelecimento prisional de Évora.

Questionado sobre a nova medida de coação aplicada a José Sócrates (prisão domiciliária), Pinto Coelho afirmou que confia no juiz que está encarregue do caso, Carlos Alexandre.

“Acredito que juízes corajosos como é o caso do juiz Carlos Alexandre, que tem a coragem de prender um ex-primeiro-ministro, sabe muito bem o que está a fazer”, considerou o candidato nacionalista. (Noticias ao Minuto)

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