Passos: Quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco, mais juros recebe o Estado

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Numa reação ao impacto no défice do adiamento da venda do Novo Banco, o primeiro-ministro garantiu que “não terá qualquer impacto no dia-a-dia dos portugueses”

Depois do primeiro banho de multidão desta campanha, em Arcos de Valdevez, Passos Coelho desvalorizou os números hoje revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, que fez uma correção ao défice que já tinha sido apurado para 2014, tendo em conta que não – ao contrário do que se esperava – não foi reembolsado o empréstimo que o Estado fez ao Fundo de Resolução para a criação do Novo Banco.

“Trata-se apenas de uma contabilização puramente estatística sem qualquer impacto no dia a dia dos portugueses”. Além disso, frisou “quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco mais juros o Estado recebe desse empréstimo”, explicando que já ganhou “mais de 120 milhões de euros no último ano”.

O presidente do PSD comparou com “nacionalizações” protagonizadas no passado pelo PS, em resultados das quais “os portugueses é que pagaram as dívidas desse empréstimo”. Pedro Passos Coelho, assinalou que a correção a 2014, como é “apenas contabilística”, não tem também qualquer impacto nas contas de 2015.

E essas, “são a boa notícia: pela primeira vez desde que entrámos na zona euro, em 2015 o défice será inferior a 3%”. Passos destacou ainda outras duas “boas notícias”: que a variação da dívida pública “continua a baixar” (130% em 2014 para 125% em 2015); e as “contas públicas nos primeiros seis meses estão em linha do programa de estabilidade entregue a Bruxelas”. (dn.pt)

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