País teve participação possível nos Jogos Africanos

ANTÓNIO DA LUZ - SECRETÁRIO GERAL DO COMITÉ PARAOLIMPICO (Foto: António Escrivão)

O chefe da missão angolana aos XI Jogos Africanos, António da Luz, afirmou à Angop, em Luanda, que a participação no evento continental, terminado sábado último, foi a possível, tendo sido cumprido os objectivos quanto as modalidades colectivas.

ANTÓNIO DA LUZ - SECRETÁRIO GERAL DO COMITÉ PARAOLIMPICO (Foto: António Escrivão)
ANTÓNIO DA LUZ – SECRETÁRIO GERAL DO COMITÉ PARAOLIMPICO (Foto: António Escrivão)

No balanço da participação angolana, o responsável adiantou que o número de medalhas não está dentro do perspectivado, mas ao menos conseguiu-se subir ao pódio nas modalidades previstas, com destaque para as colectivas.

Informou que a gestão da missão se baseou em reuniões periódicas e diárias para colmatar eventuais dificuldades em tempo útil, fundamentalmente na parte inicial do evento, no fórum organizativo.

Em termos competitivos, reiterou ter sido cumprido o desiderato no basquetebol masculino e andebol feminino, que conquistaram o ouro, como esperado, e o andebol masculino que obteve a prata, numa final com prolongamento frente ao Egipto.

Para o chefe da missão, foram encontradas grandes debilidades ao nível das modalidades individuais, onde os atletas angolanos ainda não estão tão próximos das performances dos da África do Sul e de outros cujos países situam-se no norte e centro do continente.

Relativamente a edição anterior, em 2011, em Maputo (Moçambique), onde Angola conquistou 26 medalhas (6 de ouro, 10 de prata e 10 de bronze), reconheceu que a ausência do xadrez e da canoagem fragilizou a delegação, já que no passado contribuíram substancialmente para o aumento de medalhas.

“Nós fomos reduzidos para estes jogos. Em Maputo estivemos com um leque maior de atletas, aumentando a possibilidade de conquistar medalhas”, justificou.

António da Luz considerou, entretanto, que algumas modalidades presentes em Brazzaville defraudaram, apesar de terem sido seleccionados os melhores atletas.

Citou o exemplo da ginástica, que não medalhou, mas esperava-se por três ou quatro medalhas, o desporto adaptado, que não conseguiu o ouro por a selecção estar num processo de renovação, mas contribuiu com uma medalha de prata e duas de bronze.

Adiantou que, apesar das modalidades colectivas terem cumprido o seu papel, esperava-se mais do basquetebol feminino, que tinha tudo para jogar a final.

Nesta “disciplina”, augurou melhorias nos próximos jogos, no sentido de  igualar ou superar a participação de no Jogos de Maputo, realizados em 2011.

Acrescentou que será muito difícil para Angola fugir entre o 10º e 12º lugar das várias edições dos jogos enquanto não haver melhoria na prestação das modalidades individuais, onde países como a África do Sul, Egipto, Nigéria, Namíbia, Ghana, Tunísia e Argélia são potências, resultando daí a conquista de maior número de medalhas.

Afirmou que Angola continua a participar reduzida em termos de modalidades individuais, e tem visto as colectivas como potenciais. No entanto, a conquista de medalhas por uma equipa colectiva vale apenas uma.

Para António Luz, os condicionalismos relativamente aos estágios realizados maior parte no país não tiveram influência na participação de Angola nos jogos, a qual considera positiva pelo facto de se atingirem os objectivos na maior parte das modalidades.

“Nós nos preparamos no país e temos de nos habituar que já temos condições. Obviamente que em Maputo fizemos estágios e as modalidades individuais estiveram no centro de treinamento e alto rendimento de Pretória (África do Sul), agora não foi possível. O basquetebol esteve em Espanha e agora também não foi possível, mas foram criadas condições básicas no país para que nas últimas oito semanas as selecções nacionais pudessem preparar-se em condições”, argumentou.

Adiantou que caberá as federações internamente definirem os respectivos programas de trabalho, reiterando que a preparação, no país, foi a possível.

Nos Jogos do Congo Brazzaville Angola arrebatou 12 medalhas, das quais quatro de ouro, designadamente no andebol feminino, basquetebol masculino, voleibol de praia e judo.

Três medalhas de prata conquistadas pela natação, desporto adaptado e andebol masculino.

Cinco medalhas de bronze, obtidas pelo basquetebol feminino, judo e desporto adaptado. (Angop)

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