País recebe certificado de reconhecimento pela contribuição na luta contra a doença do sono

Armadilha da mosca Tsé tsé (Arquivo) (Foto: Lino Guimarães)
Armadilha da mosca Tsé tsé (Arquivo) (Foto: Lino Guimarães)
Armadilha da mosca Tsé tsé (Arquivo) (Foto: Lino Guimarães)

Angola recebeu na passada quarta-feira, dia 16, o certificado de reconhecimento pela sua contribuição na implementação da campanha Pan-africana de erradicação da mosca tsé tsé e da tripanossomíase.

O certificado, atribuído ao Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíases (ICCT), foi entregue durante a participação de Angola na 33ª Conferência do Conselho Científico Internacional para as Tripanosomoses e o 14º Encontro dos Coordenadores Nacionais da PATTEC, que teve lugar de 14 a 18 deste mês, no Tchad.

Representou Angola, uma delegação do Ministério da Saúde, chefiada pelo director-geral do ICCT, Josenando Teófilo, que manifestou terça-feira, à Angop a sua satisfação pelo reconhecimento.

Segundo Josenando Teófilo, no encontro, Angola falou sobre os dois últimos anos da Tripanossomíase Humana Africana (THA) e Tripanossomíase Animal (TA) no país, principalmente sobre os ganhos obtidos com a realização das campanhas de prospecção activa, com equipas móveis, nas zonas consideradas endémicas.

Acrescentou que, em 2013 e em 2014, foram examinadas 253 mil 969 pessoas e, deste número 165 mil 907 em campanhas de prospecção activa, tendo sido encontrados 104 casos positivos.

Em 2013, foram diagnosticados 69 casos, enquanto no ano seguinte 35, que comparado a oito meses de 2015, com 22 pessoas infectadas, deixa preocupada as autoridades sanitárias, pois os números tendem a aumentar.

De acordo com o responsável, os 22 casos deste ano foram apenas diagnosticados nos centros de diagnóstico e tratamento da doença do sono, porque não foram realizadas campanhas de rastreio devido as dificuldades financeiras que o país vive.

Do total de casos diagnosticados este ano, sete foram encontrados na província do Uíge, cinco no Zaire, quatro em Luanda e igual número no Bengo e dois no Cuanza Norte.

Nos dois anos anteriores a 2015, foram colocadas armadilhas para a luta anti-vectorial, sendo 8.874 em 2013, enquanto 17.253 em 2014, resultando na captura de 11 milhões 534 mil 25 moscas tsé tsé.

Para Josenando Teófilo, a crise que o país vive está na base da redução das actividades de terreno, o que pode conduzir a uma nova situação calamitosa, se medidas de vigilância activa não forem tomadas, visto que de Janeiro a Agosto deste ano 22 casos foram diagnosticados nos centros de diagnóstico e tratamento das zonas endémicas. (Angop)

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