“Óscar Ribas” estuda Corredor do Cuanza

Universidade Óscar Ribas (D.R)

O vice-reitor da Universidade Óscar Ribas, para área científica, Sérgio Fonseca, garantiu, sábado, no Dondo, província do Cuanza Norte, que esta instituição pretende através de pesquisas científicas ajudar o Ministério da Cultura na descoberta e resgate dos principais aspectos históricos e culturais do corredor do rio Cuanza.

Universidade Óscar Ribas (D.R)
Universidade Óscar Ribas (D.R)

Sérgio Fonseca, que falava durante uma palestra sobre a “Vida e Obra de Óscar Ribas”, no âmbito da sexta edição da Feira do Dondo, frisou que a Universidade está a criar condições para abrir um curso de pós-graduação sobre a História de Angola, onde os aspectos ligados ao Corredor do Cuanza são enquadrados numa das disciplinas curriculares. Sérgio Fonseca adiantou que estão a ser feitos os últimos detalhes para a legalização do curso junto das entidades competentes.

O académico mostrou-se optimista quanto a possível participação de especialistas nacionais e estrangeiros para o êxito do projecto de estudo do Corredor do Cuanza e louvou a iniciativa do Ministério da Cultura em relação ao apoio à criatividade dos expositores da Feira do Dondo.

Sérgio Fonseca referiu que a Universidade Óscar Ricas, que possui convénios com instituições do ensino superior de Portugal, Espanha, Perú, França e Colômbia, está disponível a ajudar na investigação dos vários aspectos étnicos e culturais do Corredor do Cuanza, sobretudo os ligados à escravatura e o desenvolvimento de Angola nas fases subsequentes à penetração colonial.

“Hoje pode perceber-se que o rio Cuanza faz parte da vida intrínseca da população local, não só pela pesca ou aproveitamento da água, mas culturalmente também, pelo facto de ser uma das principais formas de identificação cultural da região”, sublinhou.
O Museu Óscar Ribas, sedeado em Luanda, em parceria com a Universidade com o mesmo nome e o Ministério da Cultura, promoveu sábado no Dondo uma palestra sobre a figura do escritor, enquanto poeta, etnógrafo e linguista e seus feitos em relação à emancipação do povo angolano. Óscar Ribas foi um defensor nato da mulher e gastronomia angolana.

A divulgação dos seus feitos podem permitir que alunos de vários estratos académicos tenham acesso ao conhecimento da essência dos seus escritos, disse.

Sérgio Fonseca avançou que, embora cego, Óscar Ribas conseguiu deixar um legado para a cultura angolana e para a língua portuguesa, escrevendo em algumas das suas obras sobre a realidade histórica e cultural do Dondo, local onde viveu alguns anos. (Jornal de Angola)

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