Oposição exige soluções para o desenvolvimento de Moçambique

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Membros da oposição em Quelimane afirmam que Moçambique está a perder muito tempo com discussões sobre a paz e a guerra. E pede que sejam elaborados planos concretos para o desenvolvimento sustentável do país.

Enquanto existir o braço de ferro entre a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO, no poder) e a Resistência Nacional moçambicana (RENAMO, oposição) os dois principais partidos rivais, a insegurança política será perpetuada em Moçambique, dizem representantes dos partidos políticos da oposição na província da Zambézia.

Num comício recente de Afonso Dhlakama em Quelimane, o líder da RENAMO convidou os jovens a inscreverem-se nas fileiras militares do seu exército que está a ser formado como forma de garantir a paz que no seu entender está a ser mal preservada e entendida pela FRELIMO.

“É demasiada a responsabilidade que eu tenho neste país. Já são 24 anos, de 1992 até 2015. Se eu morrer hoje, quem vai bater-se com a FRELIMO?”, perguntou o líder do maior partido da oposição moçambicana.

“Paz é urgente”

No entender de alguns políticos, nomeadamente de Manuel de Araújo, membro do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e edil de Quelimane, as palavras de Dhlakama revelam uma reivindicação e comprometimento com o tratado de paz assinado a 4 de outubro de 1992 em Roma. “Afonso Dhlakama reafirmou-me, de viva voz, que está comprometido com a paz e quer a paz”, conta.

0,,18506805_403,00Segundo Manuel de Araújo, o líder da RENAMO, que neste momento se encontra na Zambézia, disse estar a trabalhar com os seus homens no sentido de garantir que Moçambique não volte à guerra. “Ele disse-me que não gostaria de voltar à guerra e que o seu objetivo principal é a paz”.

“Enquanto perdemos tempo a discutir questões como se vamos ter paz ou se vamos para a guerra, outros países estão a galopar rumo ao progresso. É urgente a paz. Não é para hoje, nem para amanhã, a paz é para ontem”, sublinha o edil de Quelimane.

Diálogo entre Nyusi e Dhlakama

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, esteve na Zambézia até quarta-feira (09.09). Os residentes estavam convencidos de que a cidade de Quelimane seria o local escolhido para um diálogo entre dois líderes políticos, uma vez que também Afonso Dhlakama se encontrava nessa provia ate ao meio dia.

Entretanto, apesar da movimentação de homens da RENAMO nas regiões de maior influência dos homens de Dhlakama tais como Murrumbala, Muaquiua e Murrothone no distrito de Mocuba na Zambézia, entre a população local diz que não se sente ameaçada por que Dhlakama já assegurou às populações que a guerra pertence ao passado. “Eu não pretendo a guerra. Usei a guerra durante 16 anos”, promete.

Pita Meque, membro da FRELIMO em Quelimane, pede a Afonso Dhlakama para aceitar o convite de Filipe Nyusi para um diálogo aberto e franco. “Creio que tudo vai correr bem. O nosso país neste momento está a desenvolver-se muito e não podemos estragar isso. Queremos a paz”, conclui. (DW)

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