Onofre dos Santos coloca no mercado “Memórias de um dark horse”

Onofre dos Santos, autor do livro ?Memórias de um dark horse (Foto: Lucas Neto)
Onofre dos Santos, autor do livro ?Memórias de um dark horse (Foto: Lucas Neto)
Onofre dos Santos, autor do livro ?Memórias de um dark horse (Foto: Lucas Neto)

A obra literária “Memórias de um dark horse”, de Onofre dos Santos, será colocado ao dispor do público nesta quarta-feira, em Luanda, anunciou o actor.

Onofre dos Santos avançou que “Memórias de um dark house”, é uma alusão a expressão usada por Margareth Anstee, “Dark horse”, no seu livro “Os órfãos da guerra fria”, que conta a história de 1992 e do processo de paz, para designar Onofre dos Santos, na altura nomeado o director nacional de eleições.

Anstee, antiga representante especial do secretário-geral da ONU para Angola, descrevia Onofre como um indivíduo que era um verdadeiro “dark house”, que até curiosamente é de raça branca.

Afirmou que “Em memórias de um Dark house” resolveu contar, de maneira ficcionaria, várias histórias da sua experiência eleitoral.

Diz que começa por Angola, passa para Guiné-Bissau, Jugoslávia, Serra Leoa, Bangladesh, Lesoto, República Centro Africana, Gana, entre outros, totalizando 12 países em 10 anos trabalhando para as eleições.

O autor afirmou que ao contrário de “Os meus dias de Independência”, que era um diário de impressões íntimas”, em “Memórias de dark house” resolveu contar histórias, do domínio da ficção, embora com algumas ligações a vida real.

“Na contra capa do livro digo que tudo é verdade, mas nem tudo aconteceu. É uma certa ambiguidade. São histórias que eu julgo que são interessantes. É entretenimento. Não pretendem passar nenhuma mensagem, muito menos política”, declarou.

Relata que teve a possibilidade de trabalhar e de viver em países diferentes com experiências interessantes.

Gaba-se de ter uma “história literária é transparente” ao escrever e publicar contos semanais no jornal “O País”, nos últimos três anos, perfazendo cerca de 150 contos ou histórias e episódios que as vezes têm continuação.

Lembra que já tem igualmente publicado o “Canto da sereia”, que é uma compilação de onze a doze contos com alguma similitude de personagens.

Escreveu também um conto de natal intitulado “A estrela do rei Herodes e outros contos”. Na obra destaca-se conto “O astrónomo de Herodes”, no qual se refere a querelas da antiguidade com figuras míticas como os Reis Herodes e Magus, que disputam a propriedade de uma estrela.

Tem ainda um terceiro livro de contos chamado “O gosto amargo do quinino”. (Angop)

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