Novos remédios contra colesterol são muito caros, diz relatório

(AFP)
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O alto preço de dois novos remédios para diminuir o colesterol limita seus benefícios aos pacientes, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira por uma organização norte-americana.

As duas novas drogas – Praluent, da gigante farmacêutica francesa Sanofi, e Repatha, da californiana Amgen – atacam a enzima PCSK9 que, quando inibida, pode reduzir o nível do colesterol LDL.

A Administração de Alimentos e Fármacos (FDA, na sigla em inglês) aprovou os medicamentos em Agosto deste ano, mostrando que os novos remédios reduziram o colesterol em aproximadamente 55 a 60% em pacientes que já estavam em tratamento ou não podem tomar drogas à base de estatina.

O relatório do Institute for Clinical and Economic Review (ICER) divulgado nesta quarta disse que as descobertas “fornecem uma certeza moderada de que a terapia com o inibidor de PCSK9 melhora as taxas dos pacientes” e que as duas novas drogas, igualmente eficazes segundo a organização, podem ajudar entre 3,5 e 15 milhões de norte-americanos.

Mas esses benefícios podem ser limitados pelos custos elevados das drogas. “Com um preço de tabela de 14.000 dólares ao ano, há sérias dúvidas sobre se este valor seria razoável para os pacientes e para o sistema de saúde”, disseram os pesquisadores do ICER em comunicado.

Eles disseram que reduzir este preço em 67% traria “benefícios gerais” para os pacientes.

Uma faixa de preço abaixo dos 2.177 reais é necessária, segundo os pesquisadores do ICER, “para que os custos totais destes novos remédios fiquem num nível em que médicos e seguradoras não tentem limitar seu uso para reduzir gastos”.

O colesterol alto é relacionado a doenças cardiovasculares, a causa mais comum de mortes nos Estados Unidos. (Swissinfo)

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