Novo Banco: Governador pressionado para vender. Défice pode disparar

Pedro Passos Coelho, líder do governo (D.R)
Pedro Passos Coelho, líder do governo (D.R)
Pedro Passos Coelho, líder do governo (D.R)

Governo afasta-se e pressiona Banco de Portugal a vender antes de arrancar a campanha eleitoral. Não fechar negócio com a Fosun – ou, numa segunda fase, a Apollo – levará o défice aos 7%.

A suster a respiração. Estarão neste momento o primeiro-ministro e a ministra das Finanças. O fracasso, na primeira fase das negociações para a venda do Novo Banco, pode ser a primeira grande pedra no calcanhar do Governo, em plena pré-campanha. Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque só vão poder inspirar de novo, tranquilamente, o ar, caso a venda seja um sucesso e possa ser apresentado como trunfo político. Porém, poucos acreditam que, tendo falhado com o candidato que oferecia mais capital, que agora, com o Estado numa posição mais fragilizada, venha a correr melhor.

Ontem, depois de se saber que o Banco de Portugal (BdP) tinha excluído os chineses da Anbang, as declarações políticas oficiais, quer do Governo quer do maior partido da oposição, foram cautelosas. Maria Luís Albuquerque entregou ao BdP todo o ónus de responsabilidade: “O Banco de Portugal é que é a autoridade da resolução nos termos da lei e a quem está atribuída a competência da venda. A mim cabe-me apenas acompanhar e desejar que as negociações corram pelo melhor”, disse, à margem de uma visita ao porto de Setúbal. (dn.pt)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA