Nova Câmbios ‘larga’ mais de 50 milhões Kz para acções de responsabilidade social

( D.R.)
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Segundo o administrador Hamilton Macedo, no campo da responsabilidade social, a firma tem várias e diversificadas parcerias com empresas, lares e entidades de cultura e desporto do País.

Mais de 50 milhões Kz (aproximadamente 396,8 mil USD) foram disponibilizados, até ao primeiro semestre deste ano, pela Nova Câmbios, empresa que se dedica essencialmente à compra e venda de moedas, desde o início da actividade no País, em 2002, para apoio a projectos de responsabilidade social, avançou o seu administrador, Hamilton Macedo.

“O montante exacto não consigo precisar, mas podemos afirmar que são largos milhões de Kz. Muito acima de 50 milhões”, afirmou o gestor aos jornalistas, durante uma conferência de imprensa que visou fazer o balanço dos 12 anos de actividade da empresa. De acordo com o gestor, as acções de responsabilidade social têm sido equacionadas pela Nova Câmbios, que entende que “o crescimento que a empresa tem alcançado ao longo dos tempos não seria uma realidade se ignorasse aquilo que acontece ao redor da firma”.

Acrescentou que, neste campo, a companhia tem várias e diversificadas parcerias com empresas, lares, e instituições de cultura e desporto. “Temos sabido, no fundo, contribuir para que esses segmentos sociais não deixem de ter vida. Temos parcerias com o desporto e com a cultura que já se arrastam há dez anos”, sublinhou. Hamilton Macedo revelou que a tendência da Nova Câmbios é transformar essas parcerias em programa internos, para que os seus colaboradores possam contribuir não só para o seu próprio desenvolvimento, como das próprias parcerias que a firma tem vindo a desenvolver, um pouco por todo o País.

O gestor referiu que, este ano, a empresa foi convidada a apoiar e participar em vários projectos dentro da área cultural e desportiva, tendo ‘abraçado’ cerca de cinco. “Não diversificamos mais, porque o momento não é apropriado. Temos sentido que todas as outras empresas têm cortado um bocadinho os apoios, aliás, se estão a reduzir custos, não querem arriscar em investir em fundos perdidos”, justificou. Porém, o administrador afirmou que a continuidade dos apoios a projectos de responsabilidade social vai depender “muito” da evolução que a empresa tiver, em função do actual cenário económico e financeiro do País.

“Se evoluir positivamente, claro que vamos continuar a apoiar os nossos parceiros e a incentivá- los a criarem novos projectos”, garantiu Macedo.

Projectos apoiados pela Nova câmbios

Entre os projectos de responsabilidade social apoiados pela Nova Câmbios está uma escola no município do Belize, Cabinda, gerida pela igreja católica, tendo a última doação da empresa sido feita no passado mês de Junho, confirmou ao Expansão a Irmã Hortência Baptista, coordenadora da comunidade de São Baptista no município mais o Norte do País. “Recebemos uma doação da Nova Câmbios que, para a missão, representa um grande apoio, porque estamos agora a reconstruir a casa, e as camas onde os alunos estavam a dormir já não estavam em condições. Quando recebemos esta doação ficamos muito contentes”, realçou.

A missionária deu conta da existência de muitas famílias nas aldeias locais que enfrentam dificuldades para porem os seus filhos a estudar, que acorrem à missão, onde, sublinhou, para além de conhecimentos académicos, adquirem princípios morais, cristãos e sociais. No total, estudam na missão da comunidade de São Baptista no Belize, em regime de internato, 25 adolescentes, número que, segundo a responsável, não pode ser alargado neste momento devido às obras de restauração de que a infra-estrutura está a ser alvo, facto que leva a priorizar os alunos das aldeias mais distantes.

A nossa reportagem constatou que, em Cabinda, a Nova Câmbios apoia ainda o internato feminino Dom André Muaca, da Congregação das Irmãs Mercedárias da Caridade. Em Luanda, a empresa apoia, entre vários projectos, a formação de 17 seminaristas da paróquia de Santa Cruz da Missão Católica de Calumbo (Viana), coordenada pelo padre Gabriel Querobim.

Um parceiro do desporto e da cultura nacional

No desporto, o destaque vai para o apoio que a firma presta, há cerca de cinco anos, à Federação Angolana de Patinagem.

Pedro Azevedo, vice-presidente da Federação, estima que, durante este período, os apoios que receberam da Nova Câmbios para, entre outros fins, adquirirem equipamentos e material desportivo, tenham oscilado entre 50 mil USD (6,2 milhões Kz) e 100 mil USD (12,5 milhões Kz). “Temos com a Nova Câmbios uma abertura e uma amizade de longos anos. Sempre prestaram apoio à Federação e decidimos partir para uma parceria há cerca de cinco anos, tendo recebido ajuda nas mais variadas competições quer a nível dos campeonatos do mundo, desde 2009, quer também nas provas nacionais de juvenis, juniores e seniores”, frisou.

Pedro Azevedo salientou que os apoios vindos do Governo não têm sido suficientes, pelo que a Federação de Patinagem tem contado com o apoio do empresariado. “A Nova Câmbios tem participado e ajudado para que as acções da instituição sejam materializadas”, afirmou. No domínio da cultura, músicos como Matias Damásio e Leokeny também têm beneficiado da ‘mão social’ da Nova Câmbios.

Matias Damásio revela que tem mantido uma parceria com a empresa desde 2009 e que, para a gravação do seu último CD, intitulado Por Amor, por exemplo, voltou a contar com o apoio institucional e financeiro da empresa.

Já Leokeny coloca também este ano no mercado a sua obra discográfica, patrocinada pela Nova Câmbios. Além de apoiar projectos de responsabilidade social em várias áreas, a empresa mantém importantes parcerias com outras instituições, entre as quais o grupo Zahara Imobiliária e a On Viagens – agência de viagens e turismo. (expansao.ao)

Por: Francisco de Andrade

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