MPLA diz que detenções nos EUA são idênticas às efectuadas em Angola

(VOA)
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A recente detenção, nos Estados Unidos da América, de várias pessoas acusadas de apoiarem a organização terrorista “Estado Islâmico” é usada por entidades ligadas ao poder como pretexto para afirmarem que a prisão de várias pessoas acusadas de querer derrubar o governo é algo “perfeitamente normal”.

As detenções nos Estados Unidos foram debatidas na Televisão Pública de Angola, tendo um analista político comparando ao caso dos 15 jovens acusados de tentativa de golpe de estado.

O partido no poder em Angola considera que o caso dos Estados Unidos da América deve servir de exemplo para os cidadãos angolanos.  A oposição diz que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

João Pinto, deputado pelo MPLA, afirma que, tanto nos Estados Unidos como em Angola, não se pode brincar com a segurança do estado.

“Na América e em Angola há leis; em qualquer tentativa de criar desordem as instituições do Estado, a Procuradoria, devem agir e os tribunais decidem”, diz.

“Com aspectos de segurança não se brinca. Esperamos que os cidadãos aprendam… aí está um exemplo que afinal de contas se dá na maior potência democrática do mundo”, acrescenta.

Adalberto da Costa Júnior, da UNITA,  diz que isso é uma distorção do que aconteceu nos Estados Unidos. A seu entender não tem nada a ver com os jovens recentemente detidos por alegada tentativa de derrubar o governo.

Júnior sublinha que “nos EUA ninguém vai preso por ler livros, nem por intenção; nos EUA aqueles três cidadãos foram presos com explosivos em mão e não porque pensavam;  a justiça dos Estados Unidos não é como a nossa, que funciona com ordens superiores”. (voa.com)
 

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