Modernização da linha férrea traz benefícios à comunidade

Região austral na Linha do Caminho de Ferro de Angola (Foto: Angop)

A reabilitação e modernização do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM) facilitaram a construção de 691 residências e 12 dormitórios para os trabalhadores e comunidades ao longo da linha férrea, até Setembro deste ano, revelou sábado o presidente do Conselho de Administração da empresa.

Região austral na Linha do Caminho de Ferro de Angola (Foto: Angop)
Região austral na Linha do Caminho de Ferro de Angola (Foto: Angop)

Daniel Quipaxe fez esta revelação no município da Matala, quando recebia as chaves de algumas habitações, e acrescentou que o CFM promoveu a construção de quatro escolas, uma creche e um posto médico.

O presidente do Conselho de Administração do CFM revelou que foram ainda construídos sete armazéns com cais, 17 apeadeiros e dez balneários públicos.

No âmbito do programa, a empresa reabilitou e modernizou as oficinas no Namibe e Sacomar, bem como recuperou os parques de estacionamento das estações.

A reabilitação e modernização do CFM, disse Dianel Quipaxe, permitiu o relançamento do transporte ferroviário Sul do país, para benefício das populações e dos homens de negócios, salientando  que tem sido crescente, nos últimos tempos, a procura pelo transporte ferroviário, fruto do desenvolvimento económico da região.

No âmbito do programa, foi reabilitada toda a linha férrea no trajecto Namibe/Lubango/Menongue, incluindo os ramais da Jamba e Tchamutete, numa extensão total de 860 quilómetros. Ao mesmo tempo, foram construídas 56 estações, sendo três especiais no Sacomar (Namibe), Lubango (Huíla) e Menongue (Cuando Cubango). Foram ainda erguidas estações de primeira classe no Namibe, Bibala, Quipungo, Matala, Entroncamento (Dongo) e Jamba, bem como 11 estações de segunda classe e 35 de terceira classe.

Sistema de telecomunicações

Daniel Quipaxe esclareceu que o programa permitiu ainda a instalação de um novo e moderno sistema de telecomunicações de fibra óptica ao longo da via ferroviária, bem como a montagem de um novo equipamento de sinalização.

“O momento é de regozijo, na medida em que os trabalhos estão praticamente concluídos com êxito, decorrendo nesta fase e na base de um cronograma elaborado, apenas alguns trabalhos inerentes às observações feitas pela equipa de inspecção do Instituto Nacional dos Caminhos-de-Ferro de Angola (INCFA) e obras auxiliares.

O director-geral da empresa construtora China Hyway, Wei Rui Hai, confirmou a entrega de estações, obras de arte, passagens de nível, sinalização e meios de telecomunicações.

Wei Rui Hai reconheceu que a entrega das infra-estruturas do CFM vai promover o desenvolvimento do transporte de pessoas e mercadorias no corredor das províncias do Namibe/Huíla/Menongue, contribuindo para o crescimento da economia. (Jornal de Angola)

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