Ler Agora:
Moçambique: PRM desmente ataque à comitiva de Dhlakama
Artigo completo 3 minutos de leitura

Moçambique: PRM desmente ataque à comitiva de Dhlakama

Maputo – O comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), na província central de Manica, desmente categoricamente o envolvimento da sua corporação num ataque que, alegadamente, teria sido realizado no início da noite de sábado, no distrito de Vanduzi, povoado de Chibata, por um grupo da Unidade de Intervenção Rápida contra a comitiva de Afonso Dhlakama, líder da Renamo.

BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE. (Foto: Angop)

BANDEIRA DE MOÇAMBIQUE. (Foto: Angop)

Falando domingo em conferência de imprensa, na cidade de Chimoio, capital de Manica, o comandante provincial da PRM, Armando Canhenze, convidou o líder da Renamo a juntar-se aos esforços do governo na busca de uma paz efectiva em Moçambique, pautando por um diálogo franco e aberto.

Chanhenze, que considera de absurdas as acusações de Dhlakama contra a sua corporação, explicou que não fazia sentido nenhum lançar um ataque contra a caravana do líder da Renamo em pleno mato.

“Tenho toda a capacidade, toda a possibilidade de matar todos aqueles (da Renamo) em pouco tempo porque estão aqui comigo na cidade de Chimoio. Querendo é só flanquear aqueles que estão aqui num sítio quadrangular de 20 por 20 (metros). É só cercar e matar todos ali”, disse Chanhenze, citado pela Rádio Moçambique.

Aproveitou a oportunidade para manifestar o seu desagrado com a presença em Manica de um grupo numeroso de homens armados para a protecção de Afonso Dhlakama e que são portadores ilegais de armas de fogo.

O comandante sublinhou que esta situação não faz sentido porque coloca a população numa situação de pânico”,

Canhenze vincou num tom ríspido não querer homens armados  na  província, porque para ele embora se diga que são homens da escolta (de Dhlakama) não faz sentido.

Acrescentou que (Barack) Obama, o Presidente americano tem uma escolta de segurança de pelo menos “50 homens. Isso não existe. É uma ameaça à sociedade e a população está em pânico.

As acusações de Dhlakama, sobre o alegado ataque, surgem numa altura em que o país vive um momento de incerteza devido a postura da Renamo, que ameaça governar a força nas seis províncias onde reivindica vitória nas últimas eleições gerais, realizadas a 15 de Outubro de 2014.

Há cerca de três semanas Dhlakama anunciou a retirada do seu partido no diálogo político com o governo, que vinha decorrendo há cerca de dois anos, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, e que visa garantir a existência de uma paz efectiva em Moçambique. (Angop)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos com são obrigatórios *

Input your search keywords and press Enter.
Translate »