Moçambique: Governo comprometido com expansão de serviços financeiros – PR Nyusi

FILIPE JACINTO NYUSI, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE (Foto: António Escrivão)

Maputo – O Presidente da República, Filipe Nyusi, reiterou quinta-feira o compromisso do governo no sentido garantir a expansão e o fortalecimento dos serviços financeiros inclusivos.

FILIPE JACINTO NYUSI, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE (Foto: António Escrivão)
FILIPE JACINTO NYUSI, PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE (Foto: António Escrivão)

De acordo com o chefe de Estado moçambicano essa expansão será feira, através da aceleração e alargamento do acesso a energia eléctrica, assim como dos serviços de telecomunicações, sem os quais, é impossível promover e consumar o desiderato.

Nyusi ressaltou, por outro lado, a determinação do executivo no aprimoramento e garantia da implementação do quadro legal e regulamentar, robusto e sustentável que incentive o pleno funcionamento e dinamização dos mercados financeiros.

O estadista moçambicano discursava quinta-feira na sessão de abertura do VII Fórum Mundial sobre Políticas de Inclusão Financeira, um evento que decorre sob o lema “Promovendo a inclusão Financeira Inspirada na Inovação”, e congrega em Maputo pouco mais de 480 participantes entre governadores e vice-governadores de bancos centrais, ministros e outros quadros.

O lema do fórum, cuidadosamente escolhido, remete, segundo Nyusi, a uma reflexão sobre como fazer da inovação um instrumento de transformação ou de definição de políticas que visam estimular a oferta de serviços financeiros eficientes e eficazes aos diversos segmentos do mercado nos países.

Para o efeito, apontou, como exemplo, a aprovação em Abril de 2013, da estratégia de desenvolvimento do sector financeiro no país, para o período 2013/22, cujo objectivo central é implementar reformas profundas visando aumentar a inclusão financeira e a expansão dos serviços financeiros para as zonas rurais.

“Para o alcance deste objectivo definimos como prioridade o imperativo de tornar física e economicamente acessíveis os serviços financeiros à população moçambicana necessitada e em toda a extensão do território, com particular realce aos produtores nas zonas rurais”, disse o Presidente.

De igual modo, o governo compromete-se a manter e reforçar as medidas de políticas visando dinamizar a bancarização e a expansão do acesso aos serviços para as zonas rurais, assim como a aumentar e massificar o uso de meios alternativos de pagamento, através da promoção da abrangência, diversificação e competitividade dos serviços financeiros.

Ao dar ênfase a expansão e acesso aos serviços financeiros, a preocupação do governo não é, segundo o Presidente, apenas relativa a forma como deve oferecer os serviços, mas sobretudo como fazer chegar ao país, para que sirvam de agentes transformadores e indutores da actividade produtiva nos diversos sectores.

Nyusi disse acreditar, desta feita, que os resultados dos debates que resultarão na Declaração de Maputo servirão de fonte de inspiração à busca de respostas e novos caminhos a trilhar nos próximos anos para que através da inovação se consiga fazer chegar com menor esforço os serviços financeiros as populações.

Por seu turno, o Director Executivo da Aliança para Inclusão Financeira (AFI), Alfred Hanning, disse que o crescimento inclusivo começa com a inclusão financeira e as mudanças em curso em vários quadrantes do mundo tem vista assegurar a consumação desse objectivo.

Hanning disse igualmente que não se pode dissociar a inclusão financeira do género, daí que os debates do fórum que termina sexta-feira deverão incidir sobre este aspecto.

A AFI é uma organização internacional criada em 2008 e congrega várias instituições de países emergentes e em vias de desenvolvimento cuja responsabilidade é produzir a regulamentação sobre o acesso e uso de serviços financeiros nos respectivos países. (portalangop.co.ao)

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