Ministro da Administração do Território recomenda mais trabalho para estancar o lixo

BORNITO DE SOUSA - MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO (Foto: Rosario Dos Santos)

O ministro angolano da Administração do Território, Bornito de Sousa recomendou hoje, sexta-feira, ao Governo Provincial mais trabalho para, num curto prazo, com vista a estancar rapidamente a situação dos amontoados de lixo em Luanda.

BORNITO DE SOUSA - MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO (Foto: Rosario Dos Santos)
BORNITO DE SOUSA – MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO (Foto: Rosario Dos Santos)

“Devemos trabalhar para que num curto prazo estancar rapidamente esta situação, enquanto vai se regularizando e normalizando o quadro de recolha dos resíduos, a partir dos bairros ou distritos urbanos”, considerou.

O conselho do governante foi transmitido no final de uma reunião promovida pelo Governo Provincial de Luanda, onde com administradores municipais e presidentes de centralidades, analisaram a questão da actual situação de limpeza da cidade.

De acordo com Bornito de Sousa, deverá se tornar mais eficaz a colaboração e o diálogo com as populações sobre o tratamento, locais onde são colocados os resíduos e a forma como isso é feito.

Considerou também necessário se organizar melhor o trabalho das operadoras e igualmente, obter a cooperação de empresas, instituições que existem nos vários municípios, no sentido de colaborarem, particularmente nesta primeira fase em que é preciso uma acção de “choque” para se regularizar a situação.

Entretanto, disse constatar com satisfação esforços por parte GPL, administrações municipais e centralidades, no sentido de resolver a questão do lixo.

O ministro lamentou o facto de algumas pessoas ligarem o quadro dos resíduos sólidos com o lançamento do novo modelo, que disse ter sido apenas uma infeliz coincidência, assim como a auditoria para ver na realidade, a capacidade de desempenho das empresas que estavam a operar, tendo muitas delas sido desqualificadas.

Outra coincidência tem a ver com a redução drástica das receitas do petróleo.

Nesta reunião ficou esclarecido que as administrações municipais vão gradualmente retomar e regularizar a situação, a medida que forem normalizados os pagamentos e o enquadramento de empresas para realizar esta tarefa.

“O problema dos resíduos sólidos é de âmbito local e deve contar com a comparticipação de todos, no pagamento de taxas para recolha do lixo e na educação da população em relação a forma como tratam os detritos e os locais onde devem colocá-lo”, apelou.

Disse ter-se apercebido por via das redes sociais, que alguns cidadãos têm depositado deliberadamente lixo em locais impróprios, no sentido de passarem uma imagem cada vez pior da cidade, tendo apelado a colaboração de todos para a inversão desse quadro. (Angop)

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