Ministra das Pescas faz visita a Benguela

Ministra angolana das Pescas, Vitória de Barros Neto (Foto: Angop)

A ministra das Pescas visita hoje o projecto de produção de espécies de peixe com finalidade comercial, na comuna da Canjala, em Benguela, inserido na estratégia de aumento e diversificação de pescado, criação de empregos e aumento da renda familiar e, ao mesmo tempo, contribuir para a redução da fome e da pobreza.

Ministra angolana das Pescas, Vitória de Barros Neto (Foto: Angop)
Ministra angolana das Pescas, Vitória de Barros Neto (Foto: Angop)

O Ministério das Pescas tem instalado um centro aquícola, em Menongue, província do Cuando Cubango. O primeiro centro do país foi inaugurado a 6 de Março último, no município de Cambambe, província do Cuanza Norte, e vai fornecer peixe e larvas aos aquacultores da região norte do país.

Desde ontem em Benguela, a ministra Vitória de Barros Neto visita igualmente outro projecto de pesca industrial, na comuna do Egito Praia, localidade onde está previsto encontro com membros de uma cooperativa de pescadores artesanais.

O Executivo tem um plano de acção para o desenvolvimento da aquacultura no período 2014/2017, com a criação e desenvolvimento de larvas de peixes de espécies marinhas. O sector da aquicultura pode gerar até 2017 cerca de 11.194 postos de trabalho.

De acordo com o Ministério das Pescas, o país tem condições climáticas que favorecem a criação de diversas espécies de peixe e facilita um rápido desenvolvimento do sector pesqueiro. Entre os recursos pesqueiros a serem explorados pelo projecto estão a tilápia (cacusso), carapau, garoupa, linguado e cachucho. Os níveis de importação de tilápia congelada aumentaram de forma considerável em cerca de 40 por cento, em 2014, relativamente ao ano anterior, reflectindo, por isso, a importância e a urgência de se incentivar a produção de espécies marinhas.

As instalações aquícolas devem contar com capacidades para desenvolverem acções de investigação científica e consultoria. Os centros devem ser também capazes de oferecer formação e assistência técnica aos piscicultores tradicionais ou individuais. O sector quer ser uma janela de oportunidades para a variação das fontes da economia nacional necessárias para assegurar a estabilidade política e o crescimento do bem-estar social. Durante quatro dias, a ministra visita projectos ligados ao sector nos municípios do Lobito e da Baía Farta, de acordo com um documento da instituição.

Vitória de Barros Neto desloca-se amanhã à Baía Farta, onde visita pelo menos seis projectos empresariais. A ministra deixa Benguela quarta-feira.

O Ministério das Pescas assinou sexta-feira com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) um acordo para apoiar a pesca artesanal nas províncias de Luanda, Cuanza Norte, Malanje e Bengo, avaliado em 12 milhões de dólares e com duração de 25 anos.

A secretária de Estado das Pescas, Maria Antónia Nelumba, que assinou o acordo pela parte angolana, informou que o projecto fica concluído em Setembro de 2021 e o financiamento em Março de 2022 e abrange cerca de dez mil pescadores artesanais, cinco mil processadores e comerciantes rurais e 800 famílias ligadas à aquacultura comunal, e está enquadrado nos esforços do Governo de redução da pobreza, melhoria da segurança e das condições de vida da população nas zonas rurais.

“Vai ser realizado um programa de monitorização que visa apoiar as populações sobre a utilização dos recursos desde a rede de pesca, serviços de apoio à manutenção das embarcações, construção das redes e a sua reparação”, realçou.

Maria Antónia Nelumba disse ainda que as populações vão beneficiar de campanhas de sensibilização sobre empreendedorismo, associativismo e micro finanças. “As técnicas melhoradas vão permitir a melhoria da conservação dos produtos”, salientou. (jornaldeangola.ao)

 

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