“Maria Luís é o rosto do fracasso da política que empobreceu o país”

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No programa ‘Política Mesmo’ da TVI24, os quatro cabeças de lista por Setúbal estiveram num frente-a-frente. Maria Luís Albuquerque pela coligação Portugal à Frente, Ana Catarina Mendes pelo PS, Joana Mortágua pelo Bloco de Esquerda e Francisco Lopes pelo CDU. O tema em destaque: o cancelamento da venda do Novo Banco.

No debate foi claro quem era o alvo a ‘abater’: a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Mas a ministra não se deixou ficar e respondeu prontamente. Para justificar o cancelamento da venda do Novo Banco explicou que a “condução do processo nunca foi feita pelo Governo, mas sim pelo Banco de Portugal (BdP)”.

Para a ministra, o importante é “que a venda seja bem feita para preservar quer o valor do Novo Banco, quer a estabilidade do sistema financeiro”. Para tal, “não significa vender em quaisquer condições”.

No entanto, a cabeça de lista do PS por Setúbal critica a desresponsabilização da ministra. “A mim não me espanta que a Drª Maria Luís Albuquerque diga que a responsabilidade é do BdP. Sempre que as coisas correm mal a responsabilidade não é do Governo. É uma espécie de passa culpas”.

Já para o deputado do CDU, Francisco Lopes, “a situação do Novo Banco é ilustrativo dos grandes problemas da sociedade portuguesa. Trata-se de mais um escândalo na banca. O Governo acabou por tomar decisões que comprometeram milhares de milhões de euros. O problema é que parece que não se aprende”.

Joana Mortágua do Bloco de Esquerda garante que o caso do Novo Banco vem demonstrar que “o banco é novo mas as mentiras são velhas e gastas”.

Para a deputada bloquista, a grande preocupação prende-se com “o duplo critério que o Governo tem”. “O Estado piegas emprestou 3.900 milhões de euros para o Fundo conseguir salvar o BES. O que acontece é que isto devia ser pago em dois anos, um já passou…”, diz Joana Mortágua descrente que o prazo seja cumprido.

No debate, os deputados compararam o Novo Banco ao BPN, algo que Maria Luís Albuquerque contrariou prontamente. “O Estado aprendeu com o caso BPN, tanto que a solução protege e salvaguarda os contribuintes”, assegura.

Ana Catarina Mendes reforça o facto de a venda do Novo Banco afetar os contribuintes portugueses. “O problema do BES é um problema dos portugueses. Isto é um fracasso do governo. O que aconteceu verdadeiramente é que todos os portugueses passaram a ser lesados pelo falhanço deste caso. A injeção de quase 4 mil milhões de euros, significa que cada família está a pagar mil euros e cada contribuinte 600 euros. Afinal, para que era tanta pressa? Há qualquer coisa que não foi explicada”.

“A Drª Maria Luís é o rosto do fracasso da política da austeridade que empobreceu o país”, frisa. (Noticiasaominuto)

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