Marcelo diz que escolha é entre o “bom senso” e “um cheque em branco”

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Comentador televisivo discursou num jantar-conferência na Marinha Grande, Leiria, no âmbito de uma iniciativa da concelhia local do PSD, integrada na campanha da coligação Portugal à Frente.

O antigo presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa afirmou na segunda-feira que a escolha nas legislativas é entre a “proposta de bom senso” da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) e “um cheque em branco” do PS.

“Entre uma proposta que é uma proposta de bom senso, de segurança, de realismo no mundo e na Europa que vivemos, e uma proposta que é um cheque em branco, que não sabemos quem é que vai preencher e com que montante e com que prazo de pagamento, naturalmente que a primeira via, que é a via da coligação protagonizada por quem ao longo dos últimos quatro anos e meio esteve num combate interno e no combate internacional complexo pelo país, é essa, a meu ver, a via mais segura, mais sensata, mais ponderada para o futuro de Portugal”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O comentador televisivo discursava num jantar-conferência na Marinha Grande, Leiria, no âmbito de uma iniciativa da concelhia local do PSD, integrada na campanha distrital da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP).

Perante cerca de 250 pessoas, o professor universitário declarou que no “momento em que o mundo está como está e a Europa está como está”, existe de “um lado um caminho de segurança, noutro lado um caminho de incógnita, um caminho de incerteza, um caminho de ponto de interrogação”.

“E a pergunta é a seguinte, num tempo destes, é de jogar pelo seguro ou é o de apostar na incógnita e logo se vê”, questionou, defendendo que “a governabilidade do país é essencial” e que “a economia cresce mais e cria mais emprego” também devido à “situação de estabilidade do país”.

Segundo o professor universitário, “os portugueses sabem que a pior coisa que poderia haver nos próximos anos” era ingovernabilidade, “governos a caírem uns atrás dos outros”, voltar-se “à experiência de governos de ano e meio ou de um ano, ou até de meses” com “uma crispação e uma rigidez no diálogo entre os partidos políticos”.

Aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que “a grande interrogação em relação a António Costa é dupla, primeira é saber naqueles domínios em que não fez promessas como é que vai depois definir a política e daí o cheque em branco” e “naqueles em que assumiu promessas como é que no mundo e na Europa como estão hoje consegue cumprir as promessas em dois anos”, observou

“E, depois, sobretudo com que apoio, se for minoritário”, referiu, considerando que o secretário-geral do PS e candidato a primeiro-ministro, António Costa, “sabendo que é inevitável ter de governar ao centro, faz um piscar de olho à esquerda, precisa dos votos à esquerda para depois poder governar ao centro”.

No discurso, Marcelo Rebelo de Sousa, apontado como presidenciável à direita nas eleições de 2016, considerou que Leonor Beleza teria dado uma boa Presidente da República e garantiu que a participação nesta iniciativa na Marinha Grande foi uma exceção nas legislativas deste ano, adiantando que apenas vai marcar presença em duas ações de campanha no seu distrito, Braga. (DN)

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