Macedo suspeito de tráfico de influências

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Declarações do ex-ministro ao MP interrompidas pelas 21.00. Voltará a ser interrogado em data a anunciar.

Prevaricação de titular de cargo político e tráfico de influências foram os crimes imputados ontem ao ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo, que foi interrogado como arguido no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) no âmbito do caso dos vistos gold (autorizações de residência relacionadas com o investimento e a criação de emprego no país).

O deputado do PSD esteve a ser ouvido até perto das 21.00, hora a que o interrogatório foi interrompido esperando-se agora que seja designada uma nova data para a sua continuação, como adiantou a Procuradoria-Geral da República em comunicado.

Em julho, a Assembleia da República levantou a imunidade parlamentar a Miguel Macedo para este poder ser ouvido no processo como arguido.

O Ministério Público imputa ao ex-ministro da Administração Interna a prática de quatro crimes: três de prevaricação por titular de cargo político e um de tráfico de influências no âmbito do processo dos vistos gold, batizado como Operação Labirinto.

No documento entregue na AR, a procuradora do DCIAP Susana Figueiredo refere que, entre outras situações, Miguel Macedo forneceu ao seu ex-sócio Jaime Gomes (também arguido no processo) o caderno de encargos de um concurso público que ainda não tinha sido lançado.

Ainda segundo o documento, “no desenvolvimento de uma parceria informal de natureza lucrativa mantida com o arguido Jaime Gomes”, Miguel Macedo “disponibilizou ao empresário documentação de natureza concursal pública internacional (caderno de encargos) numa fase prévia à sua publicitação”.

O que, no entendimento do MP, conferiu a Jaime Gomes “uma posição de vantagem” em matéria de informação privilegiada, “em detrimento de outros potenciais interessados”.

No documento remetido à AR, a procuradora não identifica o concurso público em causa. (dN)

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