Lançamento do ‘Angosat-1’ vai permitir baixar a factura das telecomunicações

O ministro das Telecomunicações, José Carvalho da Rocha. (Foto: Angop)
O ministro das Telecomunicações, José Carvalho da Rocha. (Foto: Angop)
O ministro das Telecomunicações, José Carvalho da Rocha.
(Foto: Angop)

Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação defende que projecto vai aumentar a coesão nacional e inclusão digital. Carvalho da Rocha reitera apelo a serviços de telecomunicações integrados.

A entrada em funcionamento do ‘Angosat-1’, em 2017, vai permitir uma redução de custos das empresas de telecomunicações que operam no País, garantiu o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação. Segundo José Carvalho da Rocha, que falava ao Expansão à margem de um seminário sobre ‘Desafios, Benefícios e Oportunidades do Angosat’, no fim da semana passada, em Luanda, o satélite vai “apoiar a distribuição de serviços de telecomunicações, TV e Internet, contribuindo para a inclusão digital e coesão nacional dos angolanos”, e irá “contribuir para criar competências nacionais no ramo da engenharia e tecnologia espacial”.

O projecto, adiantou, vai ajudar igualmente na diversificação da economia nacional, dependente, maioritariamente, do petróleo. Nesta altura, disse o ministro, a execução do projecto está na ordem dos 58%, prevendo-se que o satélite esteja concluído em 2016, entrando em órbita no ano seguinte. De acordo com o também coordenador da Comissão Interministerial do projecto, esta percentagem da execução indica que “a estrutura do satélite e a selecção dos componentes estão concluídas”. O Ministério, disse, tem estado a formar quadros em engenharia de satélites e sistemas de engenharia espacial.

O ‘Angosat-1’ “é um desafio para as empresas, mas também para o mundo académico”, afirmou, sublinhando a necessidade de se “formar técnicos angolanos ao mais alto nível”. “Temos de trabalhar arduamente com o mundo académico”, referiu, acrescentando que as universidades serão desafiadas a repensar algumas especialidades.

Falando perante uma plateia composta maioritariamente por estudantes universitários, o governante lembrou que o Estado “levou dez anos a discutir a construção do satélite” e apelou aos jovens para darem seguimento aos desafios que se avizinham. Mais serviços à população “Estamos a fazer uma parte e gostaríamos que vocês fizessem também a outra parte”, afirmou, defendendo que, com o aumento do conhecimento sobre tecnologia, será possível “prestar mais serviços à população”.

Carvalho da Rocha, que garantiu que o Angosat-1 levará Angola a precisar de “institucionalizar um programa espacial nacional”, reiterou, entretanto, que as empresas do sector devem apostar em prestar serviços integrados e pagos numa única factura. “Actualmente, as pessoas precisam de serviços de dados com mobilidade, principalmente os estudantes, que necessitam de investigar matérias ligadas à sua área de especialização em qualquer lugar”, lembrou.

O satélite, recorde-se, é da ‘família’ Yamal, e tem um período de vida útil de 15 anos, estando a ser construído pela empresa russa RSC Energia. O seu controlo será feito por uma estação em Angola e outra na Rússia. O investimento global previsto para a conclusão do projecto é pouco superior a 400 milhões USD, incluindo 327 milhões USD para criação da infra- estrutura tecnológica, 25 milhões USD para a criação de instalações próprias em Angola e 50 milhões USD para a gestão projecto.

O evento onde o ministro falava foi uma iniciativa da Universidade Católica de Angola, em parceria com o Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, no âmbito da divulgação junto da comunidade académica dos benefícios e das oportunidades que o País vai ter com a entrada em funcionamento do satélite angolano. (expansao.ao)

Por: Osvaldo Manuel

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