Investimentos estruturantes no país assentam na Lei do investimento privado, diz economista

(OPAIS)
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A nova lei do investimento privado vai estimular a localização de investimentos estruturantes necessários, para o crescimento económico a prazo no país, bem como o aumento do emprego e do rendimento nacional, afirmou hoje (sexta-feira), em Luanda, o economista Celso Nicolau Anato.

Segundo o especialista, que falava à Angop, trata-se de um dos vários passos políticos de natureza comercial, associado às actividades desenvolvidas pelos agentes económicos, de modo a aumentar o volume de investimento privado de origem nacional e estrangeira.

Celso Anato afirmou que a lei atribui, também, um certo favorecimento aos investimentos que resultam da concentração sectorial de empresas, geradoras de externalidades produtivas e tecnológicas (clusters), estimulando, assim, um processo de intercâmbio local que promova o aumento da eficiência produtiva.

Acrescentou que outro aspecto é a oportunidade de investimento, tendo em conta a situação actual da economia nacional, em que o investimento privado é importante para garantir a existência de um forte sector exportador que potenciará o crescimento económico e da diversificação da economia.

Referiu que o presente diploma apresenta um conjunto de vantagens, do ponto de vista administrativo e fiscal, na medida em que incide em factores que visam criar e desenvolver um ambiente de negócio competitivo que promova a internacionalização das empresas nacionais.

O economista reforçou que a outra vantagem é a entrada de capitais em busca das melhores oportunidades e o aparecimento de pequenos empreendedores, devido ao valor necessário para a realização de investimento privado (50 milhões de Kwanzas).

Constitui vantagens, por outro lado, a obrigatoriedade de parcerias em sectores como transportes, logística, telecomunicação, tecnologias de informação, electricidade e água, porque, para além de promover a expansão dos sectores, vai permitir a partilha do risco entre os investidores (público e privado) e uma redução dos custos.

A nova lei vai, também, permitir a entrada de tecnologia, de modo a incrementar as possibilidades de produção e alavancar o sector produtivo nacional, e induzir o aumento das exportações e maior participação no comércio internacional. (Angop)

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