Instituto Pesqueiro vai lançar campanha sobre baiacu ao longo da costa angolana

Pescadores da camuxiba (Foto: Pedro Parente/arquivo)
Pescadores da camuxiba  (Foto: Pedro Parente/arquivo)
Pescadores da camuxiba (Foto: Pedro Parente/arquivo)

O Instituto de Investigação Pesqueira do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas vai promover, a partir deste mês, uma campanha nas comunidades de pescadores ao longo da costa marítima angolana, no sentido de evitar o consumo do peixe baiacu, que já causou três vítimas mortais em menos de 15 dias, em Luanda.

A directora geral da instituição, Filomena Vaz Velho, disse que as comunidades serão instruídas para que caso pesquem a espécie “Lagocephalus laevigatus”, vulgarmente conhecida por peixe Baiacu, este seja devolvido para o mar por constituir uma ameaça a saúde dos consumidores.

Por este facto, disse, aconselha-se que não seja consumido qualquer tipo de peixe que apareça esporadicamente morto nas praias, porque o mesmo pode ser tóxico ou venenoso.

Filomena Vaz Velho aponta como medidas de precaução evitar o consumo da carne da maioria das espécies de baiacu. “Os que apreciam este tipo de peixe e não desejam abster-se da sua carne devem redobrar os cuidados na hora de limpar e estripar o peixe”.

Entretanto especialistas dizem que ao retirar os seus órgãos internos, incluindo a vesícula biliar, deve-se ter a certeza de que os mesmos estão inteiros e intactos para que não haja contaminação da carne.

Nos últimos 15 dias, em consequência do consumo desta espécie, morreram na comuna dos Ramiros, município de Belas, três pessoas, das quais dois eram membros da mesma família ( mãe e filha).

A espécie baiacu é um peixe da família tetraodontidae com quatro dentes, nativo do Atlântico ocidental e da costa africana, Mauritânia e Namíbia. Esta espécie chega a atingir 60 cm de comprimento e vive em regiões costeiras de baixa profundidade, preferindo substratos com areia e lama.

O tipo de envenenamento provocado pela ingestão da carne da espécie baiacu é uma das mais sérias formas de intoxicação. Dentre os seres marinhos venenosos, os baiacus estão entre os mais perigosos.

O potente veneno (tetrodotoxina) normalmente contido no fígado, no intestino, nas gónadas e na pele, dependendo da época do ano, pode, quando ingerido em altas doses, provocar a morte 15 minutos após a ingestão.

Na costa angolana existem duas espécies deste tipo de peixe, nomeadamente o Lagocephalus laevigatus e Ephippion guttifer. (portalangop.co.ao)

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