Fundo Soberano de Angola investiu 203,1 mil milhões Kz no País em três anos

(Foto: D.R.)
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Do total, 139,6 mil milhões Kz (1,1 mil milhões USD) foram absorvidos pelo sector de infra-estruturas, enquanto os restantes 63,4 mil milhões Kz (500 milhões USD) foram aplicados em imobiliário.

O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) já investiu no País cerca de 203,1 mil milhões Kz (1,6 mil milhões USD em infra-estruturas e imobiliário desde o seu lançamento, em 2012, revelou, nesta segunda-feira, o presidente do conselho de administração da entidade, José Filomeno de Sousa dos Santos.

Em declarações à imprensa após ter sido empossado para mais um mandato de três anos na instituição, o responsável explicou que, deste valor, 139,6 mil milhões Kz (1,1 mil milhões USD) foram aplicados em infra-estruturas, enquanto no imobiliário foram investidos os restantes 63,4 mil milhões Kz (500 milhões USD).

“Estes valores serão aplicados em diversos projectos que, nos próximos três a cinco anos, serão transformados em estabelecimentos comerciais mais visíveis para podermos apresentar resultados dos investimentos realizados”, disse.

O gestor não indicou, contudo, quanto já foi investido pelo Fundo – com uma dotação de 5 mil milhões USD – no exterior. Para além das infra-estruturas e do imobiliário, foram definidos outros cinco sectores, incluindo agricultura, mineração e saúde, que beneficiarão de investimentos e realizações futuras. “Provavelmente, estarão visíveis dentro dos próximos três a quatro anos”, adiantou.

“O País continua a enfrentar grandes desafios. A instituição [FSDEA] está hoje estabelecida e preparada para investir as poupanças públicas em benefício do País. Vamos fazer o possível para que alcance os melhores resultados para todos os angolanos”, realçou. José Filomeno dos Santos justificou que, por força do actual quadro económico e financeiro do País, é importante existirem instituições como o FSDEA.

“Adaptamo-nos aos momentos”, disse. De acordo com o gestor, a instituição está actualmente preparada para fazer investimentos racionais e direccionados, por um lado, para a diversificação da economia e, por outro, para a manutenção das poupanças públicas que lhe foram atribuídas como capital.

O PCA do FSDEA referiu que a instituição, que há três anos era “simplesmente um papel com algumas orientações”, se transformou num estabelecimento que emprega vários quadros “dedicados à aplicação do capital atribuído há cerca de um ano para que se alcancem os melhores resultados”, visando a resolução dos problemas estruturais que a economia enfrenta hoje e “garantir que os fundos continuem a beneficiar, no futuro, o País e os angolanos”.

MinFin acredita na equipa

O ministro das Finanças, Armando Manuel, que conferiu posse aos membros do conselho de administração do FSDEA, por seu turno, disse ter “plena” certeza de que os gestores assumirão “de forma crescente e profunda a sua entrega na concretização das funções da instituição”, que passam por assegurar e aplicar de forma “eficiente e responsável” as poupanças públicas.

“É preciso assegurar que estes recursos possam estimular o processo da diversificação da economia angolana, permitindo que reduza a sua dependência do sector petrolífero e possa haver um papel crescente dos mais distintos sectores da actividade económica que caracterizam este País, para que possamos assegurar poupanças para as gerações vindouras”, recomendou.

Além de José Filomeno dos Santos, foi empossado também o administrador executivo Hugo Miguel Évora Gonçalves, sendo que o outro administrador executivo, Artur Carlos Furtado, esteve ausente, “por razões de força maior”. O FSDEA foi lançado em Outubro de 2012. (expansao.ao)

Por: Francisco de Andrade

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