Fundação Gates processa Petrobras e PwC Brasil

Trabalhadores protestam em frente à sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 2015 (Foto de Vanderlei Almeida/AFP)
Trabalhadores protestam em frente à sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 2015 (Foto de Vanderlei Almeida/AFP)
Trabalhadores protestam em frente à sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 2015 (Foto de Vanderlei Almeida/AFP)

A fundação do multimilionário Bill Gates, fundador da Microsoft, decidiu processar a Petrobras e a filial brasileira da multinacional americana PwC por perdas de investimentos por causa da corrupção na empresa.

Na ação introduzida na quinta-feira em Nova York, a fundação de Bill e Melinda Gates e o fundo americano WGI Emerging Markets Fund alegaram que a Petrobras maquiou repetidamente suas operações e sua situação financeira, ao arrecadar milhões de dólares dos investidores.

Alega-se ainda que a filial brasileira da PwC, a PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, teve um papel-chave, autentificando extratos de contas financeiras da Petrobras e ignorando os sinais de alerta.

“A profundidade e a amplitude da fraude da Petrobras são assombrosos. Segundo admitiu a Petrobras, o esquema de subornos contagiou cerca de 80 bilhões (de dólares) de seus contratos, o que representa um terço de seus ativos totais”, completou o texto da ação judicial.

“Igualmente surpreendente é o fato de que essa fraude tenha passado despercebida durante anos pelos olhos da PwC, que aprovou, repetidas vezes, a totalidade dos controles internos e dos informes financeiros da Petrobras. Trata-se de um caso de corrupção institucional, conspiração criminosa e fraude em massa em investimentos públicos”.

Segundo o Ministério Público brasileiro, os executivos da Petrobras conspiraram com empreiteiras para superfaturar e, com o dinheiro extra, subornar concessionárias, políticos e partidos.

A ação apresentada pela Fundação Gates surge após uma outra demanda apresentada em Nova York por um grupo de investidores contra a Petrobras. Nesse caso, a processada alegou que o escândalo foi produto da atividade de companhias terceirizadas, políticos corruptos e alguns funcionários e que não se deveria impugnar toda a empresa. (afp.com)

DEIXE UMA RESPOSTA