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Flexibilidade é a palavra de ordem das negociações com a Apollo
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Flexibilidade é a palavra de ordem das negociações com a Apollo

(jornaldenegocios.pt)

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A Apollo está disponível para comprar o Novo Banco por um baixo preço e partilhar ganhos de uma futura dispersão em bolsa. Também pode avançar apenas com dinheiro para capitalizar a instituição. No limite, admite promover fusão com outro banco já no mercado. Negociações com Banco de Portugal vão decorrer sob a égide da flexibilidade.

Flexibilidade sobre o modelo de entrada no capital do Novo Banco é a postura do grupo norte-americano Apollo relativamente às negociações que agora vai iniciar com o Banco de Portugal. A proposta da gestora de fundos de “private equity” admite vários cenários para tomar conta do banco que herdou os activos saudáveis do BES.

A oferta vinculativa que a Apollo colocou em cima da mesa, e que foi a única que sofreu melhorias a 7 de Agosto na sequência de um convite feito pelo Banco de Portugal, implicará, de imediato, o pagamento de um determinado preço pela totalidade do capital do Novo Banco. Um valor que será baixo, podendo estar pouco acima de 2.000 milhões de euros.

Mas a gestora de “private equity” estará disponível para partilhar com o Fundo de Resolução, que detém o Novo Banco, os ganhos que venha a obter no futuro com a dispersão em bolsa do capital da instituição liderada por Eduardo Stock da Cunha.

A realização de uma oferta inicial de venda (IPO) ao fim de um prazo de cerca de cinco anos é uma prática comum entre este tipo de investidores, habituados a adquirir empresas com dificuldades, a reestruturá-las – reduzindo o quadro de pessoal e vendendo activos – e a vendê-las em bolsa, recuperando o valor investido e realizando mais-valias que permitem remunerar os seus accionistas.

Outra das alternativas que a Apollo admite colocar em cima da mesa é a promoção de uma fusão com um banco já instalado no mercado português. O Financial Times chegou a noticiar que o grupo poderia adquirir o Novo Banco e, de seguida, avançar com uma fusão com o BPI que, desta forma, conseguiria resolver o problema de excesso de exposição a Angola. Recorde-se que o BPI chegou a estar na corrida, mas a sua oferta não vinculativa foi excluída devido ao baixo preço proposto.

No mercado, também se chegou a admitir uma aproximação entre a Apollo e o Santander para uma ofensiva conjunta ao Novo Banco. Até porque ambas as instituições já fizeram negócios juntos em Espanha – os americanos adquiriram uma carteira de imóveis ao grupo liderado por Ana Patrícia Botín.

O Santander também chegou a apresentar uma oferta não vinculativa, mas desistiu de avançar com uma oferta firme, depois de ter concluído que, pelos seus padrões, o Novo Banco necessitaria de um reforço de capital superior a dois mil milhões de euros.

A flexibilidade que marca a postura da Apollo admite ainda que a gestora de “private equity” venha a entrar no capital do banco de transição através do financiamento do aumento de capital que a instituição vai ter de fazer. Um cenário que permitiria à instituição tornar-se accionista e parceira do Fundo de Resolução, mas que implicaria uma alteração radical do modelo de venda que está em cima da mesa. (jornaldenegocios.pt)

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