Exportação de diamantes rendeu em Julho mais de USD 113 milhões

(Foto: D.R.)
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A exportação de diamantes brutos rendeu ao país mais de USD 113.563.903, ao preço médio de USD 133 por quilate, durante o mês de Julho do corrente ano, sendo que foram exportados 850.519, quilates de diamantes brutos, segundo dados avançados pelo Ministério da Geologia e Minas, no seu mais recente boletim informativo, a que OPAÍS teve acesso.

Segundo o informe, comparativamente às exportações efectuadas no mês anterior, que foram de 1.332.825 quilates, perfazendo um valor de USD 161.026.674, ao preço médio de USD 120 por quilate, registou-se uma diminuição no volume e em valor de 36,19% e 29,48%, respectivamente.

Em relação ao período homólogo de 2014, em que as exportações se cifraram em 733.895 quilates, no valor de USD 96.207.480, ao preço médio de USD 131 por quilate, registou-se um aumento em volume e em valor de 15,89% e 18,04%, respectivamente.

O documento refere que os Emiratos Árabes Unidos foi o principal país de destino dos diamantes brutos, com 95% do total exportado, seguindo-se o Hong Kong (3%), Israel (1%), Bélgica (1%), e Panamá (0.01%).

Produção artesanal sobe

Relativamente à produção artesanal, os dados referem que este subsector contou com sete das doze operadoras credenciadas para a compra de diamantes brutos, tendo sido comercializados um total de 101.344,88 quilates, no valor de USD 24.678.482,27, ao preço médio de USD 243,51/quilate.

Em comparação com a produção do mês Junho de 2015, que foi de 47.151,27 quilates, no valor de USD 13.385.901,59, ao preço médio de USD 283,89/quilate, registou-se um aumento no volume e no valor de 114,94% e 84,36%, respectivamente. “Esta variação deveu-se ao maior número de operadores que participaram na compra de diamantes brutos. Em relação ao período homólogo de 2014, em que a produção se cifrou em 22.423,44 quilates, no valor de USD 9.686.340,26, ao preço médio de USD 431,97 por quilate, registou-se um aumento no volume e no valor de 351,96% e 154,78%, respectivamente”, salienta o documento.

Durante o mês de balanço, a produção artesanal de diamantes brutos distribuiu-se geograficamente pelas províncias da Lunda Norte, com 70% – nomeadamente nas localidades do Cuango (24,50%), Muxinda (10,50%), Lucapa (17,50%), Cambulo (9,10%) e Xá Muteba (8,40%) -, Lunda Sul, Malange (1,50%), na localidade de Kundi Ya Base e Marimba e Província do Kuanza Sul (0,50%) na localidade de Mussende.

Em relação à meta anual, diz o informe, a produção artesanal e a sua receita bruta alcançaram 85,92% e 70,29%, respectivamente.

Produção industrial aumenta 8,99%

O documento enfatiza que, durante o mês de Julho do corrente ano, a produção industrial contou com a participação de oito das doze minas em exploração, tendo registado uma produção total de 764 mil e 29, quilates, no valor de 90 milhões 741 mil e780 dólares, ao preço médio de 118 por quilate, provenientes das minas de Catoca, Cuango, Camútwe, Chitoto-lo, Somiluana, Calonda Luó e Luminas.

Em comparação à produção do mês de Junho de 2015, que foi de 701.034 quilates, no valor de USD 79.528.937, ao preço médio de 113 por quilate, registou-se um ligeiro aumento no volume e no valor de 8,99% e 14,10%, respectivamente. O documento observa que “o aumento registado no peso em quilates deveu-se, como já acima referido, ao aumento da produção do Catoca em 3,83%, por um lado e, por outro, à acumulação da comercialização dos diamantes da classe dos finos, que normalmente ocorre de dois em dois meses”.

Os dados apontam ainda para que, em relação ao valor das vendas, como já acima referido, se tenha registado um ligeiro aumento de preços de diamantes brutos no mercado internacional, tendo o volume de oferta dos preços por quilate atingido níveis considerados satisfatórios no mercado interno. Com relação ao período homólogo de 2014, em que a produção foi de 663.064 quilates, no valor de USD 82.859.759, ao preço médio de USD 124 por quilate, registou-se um ligeiro aumento no volume e no valor de 15,23% e 9,51%, respectivamente. (opais.ao)

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