Ex-Presidente moçambicano defende encontro entre Nyusi e Dhlakama

Antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano. (AFP/Stéphane de Sakutin)
Antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano. (AFP/Stéphane de Sakutin)
Antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano.
(AFP/Stéphane de Sakutin)

O antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, apelou a Renamo a respeitar os acordos alcançados até ao momento no país e defendeu a importância de um encontro o Presidente de Moçambique Filipe Nyusi e o líder da Renamo, maior força da oposição, Afonso Dhlakama. Em resposta, a Renamo acusa o governo de violar os acordos.

Joaquim Chissano apelou o líder da Renamo a aceitar o convite formulado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi na semana passada, “continuarmos a dizer ao líder da Renamo que é preciso que se encontre com o Presidente da República para discutirem todos os problemas que há a discutir. Ele é que exigiu uma agenda, a agenda foi-lhe apresentada, mas isso não é o problema. O importante é o encontro e depois que discutem de todas as matérias. É preciso que todos os moçambicanos façam saber ao líder da Renamo que é preciso garantir que haja paz. Como dizia o Mia Couto ontem nós não queremos ser carne para canhão”.

Segundo o antigo Presidente de Moçambique o mais importante é o frente a frente entre Nyusi e Dhlakama para garantir a manutenção da paz e estabilidade política e económica no país.

O maior partido da oposição, a Renamo, respondeu em conferência de imprensa, através do seu porta-voz António Muchanga que o governo é que viola os acordos e que, por conseguinte, não existem condições para um encontro ao mais alto nível; “a bola está do lado do governo, tendo em conta que quem andou a violar o acordo foi o governo. Quem expulsou a EMOCHIM (Equipa Militar de Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares) foi o governo. Quem tem atacado as posições da Renamo é o governo. Quem integra de forma unilateral voluntários da outra parte, sem a concordância e violando o preceito previsto no acordo é o governo. Portanto tudo está do lado do governo. Pela parte do governo ainda não vimos nenhum passo no sentido de mostrar a boa vontade para podermos pensar na possibilidade de haver uma reunião do mais alto nível.

Numa altura em que decorre em Moçambique o 7° fórum de inclusão que conta com a participação de cerca de 450 personalidades oriundas de diversos pontos do mundo. A inclusão financeira no país ainda esta aquém do desejado. Até 2019 prevê o executivo moçambicano elevar dos 23 para 25 por cento, a população adulta activa com acesso aos mercados e serviços financeiros.

Era o chefe de estado moçambicano Filipe Nyusi na abertura do Sétimo Fórum Mundial Sobre Políticas de Inclusão Financeira, que decorre em Maputo e, que junta cerca de quinhentos participantes de diversos países e organizações mundiais. (rfi.fr)

Orfeu Lisboa

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