EUA: Realçada importância da comunidade internacional para a consolidação da paz nos Grandes Lagos

MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES GEORGES CHIKOTI, QUANDO FALAVA À IMPRENSA EM NOVA IORQUE (Foto: Pedro Parente)

Nova Iorque – A importância de um maior engajamento da comunidade internacional no processo de consolidação da paz no continente foi defendida terça-feira, pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, no final de Reunião de Alto Nível sobre o Acordo-Quadro para a República Democrática do Congo e os Grandes Lagos, na qual Angola participou com uma delegação chefiada pelo vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES GEORGES CHIKOTI, QUANDO FALAVA À IMPRENSA EM NOVA IORQUE (Foto: Pedro Parente)
MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES GEORGES CHIKOTI, QUANDO FALAVA À IMPRENSA EM NOVA IORQUE (Foto: Pedro Parente)

Em declarações à imprensa no final dos trabalhos, o ministro Georges Chikoti referiu que, durante o encontro que decorre no quadro da 70ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, o vice-presidente fez a apresentação da posição de Angola, enquanto presidente da Conferência dos Grandes Lagos (CIRGL), e do trabalho desenvolvido neste domínio até ao momento.

“De algum modo, a região ainda não tem uma paz total e é necessário o engajamento da comunidade internacional para que se possa consolidar a paz, não só no Burundi, RDC, mas também na RCA, onde os confrontos entre muçulmanos e cristãos criam novas preocupações, num momento em que eles já se encontravam a caminhar para as eleições”, argumentou.

Georges Chikoti disse ainda que, por este facto, neste país “nota-se que já existem correntes que querem o adiamento das eleições”, daí considerar que deve haver uma maior concentração para que estes problemas possam ser ultrapassados.

Já em relação a República Centro Africana, explicou que Angola considera necessário que haja uma maior coordenação, primeiro que as forças da ONU que se encontram no terreno possam garantir a paz e pôr fim à violência e manter o calendário eleitoral, por que é necessário que este país possa sair de uma situação constante de instabilidade.

Frisou que, para que isso possa ocorrer, todos os compromissos assumidos para ajudar a RCA a concluir com o processo eleitoral nesta transição possam de facto efectivar-se, particularmente os financeiros, mas também a questão da criação do exército nacional neste país.

Sobre o Sudão do Sul, disse que estão de acordo que não se podem aplicar sanções agora porque é um processo que está no início da sua implementação.

No que toca a RDC, Angola é da opinião sobre a necessidade de se concluir bem a questão da MONUSCO  e que o Governo possa concluir o seu trabalho sobre as forças negativas neste país.

O ministro falou ainda que em relação ao Burundi, Angola pensa que eventualmente os Chefes de Estado encontrarão um momento para a realização de uma conferência.

Disse que esta sessão permitiu que os países pudessem trocar informações sobre a situação na RDC e também constatou-se que prevalecem alguns dos problemas, nomeadamente a existência ainda de um certo número de forças negativas.

A reunião foi presidida pelo Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e contou com a presença de distintas individualidades.

O Acordo-Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a RDC e a região dos Grandes Lagos foi assinado em Fevereiro de 2013, em Addis Abeba (Etiopia) com vista a melhoria da estabilidade na região e salvaguarda da paz, segurança, soberania e integridade territorial da RDC. (portalangop.co.ao)

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