Estudo revela ausência do vírus da dengue nos mosquitos em Cabo Verde

Bandeira de Cabo Verde (Foto: Angop)

Os mosquitos em Cabo Verde não estão, até agora, infetados pelo vírus que provoca a dengue, segundo um estudo entomológico e virológico sobre a doença, realizado por investigadores do Instituto Pasteur de Dakar (Senegal).

Bandeira de Cabo Verde (Foto: Angop)
Bandeira de Cabo Verde (Foto: Angop)

O estudo, que abrangeu as ilhas de Santiago, Maio, Fogo, Boa Vista e São Vicente, concluiu que a população de ‘Aedes aegypti’, um dos mosquitos transmissores da dengue, está dentro dos limites definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que os existentes não estão infetados pelo vírus da dengue.

A Boa Vista é a ilha que regista a melhor situação, seguida da ilha do Fogo e da cidade da Praia, na ilha de Santiago.

Apesar da situação prevalecente sobre a ausência do vírus que provoca a dengue, os pesquisadores mostraram-se preocupados, principalmente com as formas como as pessoas armazenam água, tendo em conta que, durante as pesquisas, o maior dos focos de mosquitos foi encontrado em “bidões” e cisternas nas residências.

Também foram detetadas outras formas de proliferações de mosquitos em pneus, vasos, garrafas de água abandonadas e aquários.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, Cabo Verde não registou este ano qualquer caso de dengue nem de paludismo autótone. Os sete casos de paludismo até agora registados no país foram em pessoas provenientes de países oeste-africanos.

Em outubro de 2009, Cabo Verde foi atingido por uma epidemia da dengue, durante a qual foram registados 21 mil 383 casos suspeitos, com 174 deles a evoluírem para febre hemorrágica e seis vítimas mortais.

De janeiro a junho de 2010, o país registou 305 casos de dengue, sendo os concelhos da Cidade da Praia e de São Filipe, na ilha do Fogo, os mais afetados.

Apesar de nos últimos anos não ter sido registados casos esporádicos da doença,  as autoridades sanitárias colocaram a capital de cabo-verdiana sob “vigilância apertada”, em  maio passado,devido ao aumento de casos da doença no Brasil e ao aproximar da época das chuvas no arquipélago. (panapress.com)

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