Estado Islâmico explode torres de túmulos em Palmira, diz chefe de antiguidades da Síria

Colunas vistas na cidade histórica de Palmira, na Síria. 12/06/2009 (Foto: REUTERS/Gustau Nacarino)
Colunas vistas na cidade histórica de Palmira, na Síria.   12/06/2009 (Foto: REUTERS/Gustau Nacarino)
Colunas vistas na cidade histórica de Palmira, na Síria. 12/06/2009 (Foto: REUTERS/Gustau Nacarino)

O Estado Islâmico explodiu três torres de túmulos da antiga cidade de Palmira, disse o chefe de antiguidades da Síria nesta sexta-feira, em mais um caso de destruição de um Património Mundial da Unesco.

Maamoun Abdulkarim disse à Reuters que os militantes, que já puseram abaixo dois templos da era romana na cidade, explodiram os túmulos datados entre os anos 44 e 103 d.C. Ele citou fontes em Palmira que confirmaram a destruição dos túmulos, incluindo o de Elahbel, construído em 103 d.C, de quatro andares e um piso subterrâneo, um dos mais preservados.

O Estado Islâmico, que declarou um califado no território sob seu controle em regiões da Síria e do Iraque, capturou Palmira do governo sírio em maio. O grupo promoveu assassinatos em massa em lugares que conquistou e vem destruindo monumentos que considera sacrílegos, postando depois fotografias ou vídeos de suas acções.

Militantes islamistas decapitaram o guardião das ruínas antigas do Palmira no mês passado.

A agência cultural das Nações Unidas, Unesco, destaca que as acções do Estado Islâmico são crimes de guerra que visam aniquilar evidências da diversidade cultural na história da Síria.

Activistas dizem que o grupo mantém um controle acirrado sobre as comunicações na cidade, fazendo com que os eventos sejam de difícil verificação.

Nas últimas duas semanas, o grupo explodiu parte do Templo de Bel e do Templo Baal Shamin, bem como uma fileira de colunas, de acordo com uma análise de imagens de satélite feita pelas Nações Unidas.

reuters_tickers (swissinfo.ch)

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